Uso estratégico da borra de café na zamioculca e ajuste na drenagem ajudam a devolver o verde intenso sem prejudicar as raízes.
A zamioculca é uma das plantas ornamentais mais populares do Brasil. Presente em casas, escritórios e até ambientes corporativos do agro, ela ganhou espaço por sua resistência, baixa exigência de manutenção e visual elegante. No entanto, quando as folhas começam a amarelar, o sinal de alerta se acende. Muitos cultivadores acreditam que se trata apenas de falta de adubo, mas na maioria dos casos o problema está diretamente ligado ao excesso de água e ao manejo inadequado do substrato.
Entre as alternativas naturais que vêm sendo utilizadas para auxiliar na recuperação da planta está o uso estratégico da borra de café — desde que bem diluída e aplicada de forma ocasional. A técnica pode contribuir como reforço leve de matéria orgânica, sem comprometer as raízes, quando usada corretamente.
A espécie conhecida popularmente como zamioculca tem nome científico Zamioculcas zamiifolia. Trata-se de uma planta tropical originária da África, adaptável a ambientes internos e com grande capacidade de armazenar água em seus rizomas — estruturas subterrâneas semelhantes a caules engrossados.
É justamente essa característica que explica um dos principais erros no cultivo: regar demais. Como a planta acumula água internamente, ela prefere que o solo seque entre uma irrigação e outra. Quando o substrato permanece constantemente úmido, as raízes podem sofrer com falta de oxigenação, favorecendo apodrecimento e perda de vigor.
O amarelamento das folhas não acontece por acaso. Ele costuma indicar desequilíbrio no manejo. Entre as causas mais comuns, destacam-se:
- Excesso de rega e acúmulo de água no vaso
- Substrato compacto, sem boa aeração
- Vasos sem furos eficientes de drenagem
- Carência leve de nutrientes orgânicos
- Solo constantemente encharcado
Em muitos casos, o problema não está na falta de nutrientes, mas sim na dificuldade da planta em absorvê-los por causa do solo encharcado ou compactado.
A borra de café contém matéria orgânica e pequenas quantidades de nitrogênio, elemento importante para o desenvolvimento da parte verde das plantas. Quando utilizada com cautela, pode atuar como reforço leve na recuperação da vitalidade da zamioculca.
No entanto, é fundamental destacar:
a borra de café não substitui uma adubação completa.
Além disso, o uso excessivo pode alterar o pH do solo, tornando-o mais ácido. A zamioculca prefere substrato equilibrado e bem drenado, e mudanças bruscas no pH podem dificultar a absorção de nutrientes.
A segurança está na diluição. Uma proporção considerada adequada é:
1 colher de sopa de borra de café seca para 1 litro de água.
A mistura deve ser bem mexida antes da aplicação e utilizada apenas quando o substrato estiver seco ao toque.
Cuidados essenciais:
- Usar apenas borra já seca
- Não utilizar borra com açúcar ou resíduos
- Aplicar no máximo uma vez por mês
- Não repetir em intervalos curtos
- Aplicar diretamente no solo, evitando contato constante com as folhas
Também é indispensável verificar se:
- O vaso possui furos de drenagem ativos
- Não há água acumulada no pratinho
- O substrato é leve e aerado
A recuperação da zamioculca depende mais do solo do que do adubo. O ideal é utilizar misturas leves que favoreçam drenagem, como:
- Areia grossa
- Fibra de coco
- Perlita
- Substratos específicos para plantas ornamentais
Esses componentes evitam compactação e ajudam a manter o equilíbrio hídrico. Como a borra de café pode acidificar o solo se usada em excesso, o segredo está na moderação e no equilíbrio.
Além da rega estratégica com borra diluída, algumas práticas complementares fortalecem a planta:
- Manter em ambiente com luz indireta abundante
- Evitar mudanças bruscas de temperatura
- Realizar adubação orgânica equilibrada a cada três meses
- Remover folhas totalmente amareladas para estimular novos brotos
A zamioculca tem crescimento moderado, portanto a recuperação não é imediata. Após corrigir drenagem, ajustar a frequência de rega e aplicar a borra de café de forma estratégica, os sinais de melhora costumam aparecer nos novos brotos, que surgem mais firmes e com coloração verde intensa.
O ponto central é compreender que o amarelamento geralmente é consequência de manejo inadequado — e não apenas de falta de nutrientes.
Ao respeitar o intervalo natural de irrigação, manter substrato bem drenado e utilizar matéria orgânica leve com cautela, a zamioculca retoma gradualmente sua vitalidade, preservando sua aparência ornamental sofisticada e saudável.
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