Entidades do Rio Grande do Sul informam produtores sobre avanço em negociação com o Ministério da Agricultura para alongamento de custeios.
Representantes do setor arrozeiro brasileiro têm demonstrado preocupação com o cenário de preços previsto para 2026. Diante da possibilidade de uma forte queda nas cotações do arroz, entidades que representam os produtores passaram a discutir medidas preventivas para reduzir os impactos sobre a atividade produtiva.
Entre as ações planejadas está a busca por mecanismos que permitam maior equilíbrio entre oferta e demanda, além de estratégias para melhorar as condições de comercialização e financiamento da produção. Uma das medidas que ganhou destaque nas últimas semanas foi o avanço nas negociações para o alongamento do custeio da cultura, tema discutido com o governo federal e instituições financeiras.
A seguir, confira a nota divulgada pelas entidades do setor:
Nota Informativa aos Produtores de Arroz
Conforme divulgado em Coletiva de Imprensa realizada no dia 5 de fevereiro, Farsul e Federarroz, entidades representativas do setor arrozeiro, antevendo um cenário de grave crise de preços do arroz, elaboraram sete ações a serem conduzidas durante este ano. O objetivo é, de forma antecipada, mitigar seus efeitos e reduzir seus impactos sobre a atividade produtiva.
As medidas apresentadas foram:
- Difusão, com muita clareza e transparência, da preocupação das entidades com cenário para 2026 e recomendação de redução de área plantada;
- Busca de mecanismos de comercialização;
- Uso da CDO para estímulo às exportações;
- Proposta de redução de ICMS de forma temporária, no período de maior comercialização, para melhor competir com o Paraguai (Governo do RS);
- Proposta de desconcentração dos vencimentos de CPRs em 30/03 e 30/04 junto às indústrias, revendas e empresas multinacionais;
- Alongamento de custeios juto às instituições financeiras;
- Pesquisa, divulgação e medidas contra a venda de arroz fora do tipo especificado na embalagem.
Viemos informar aos produtores que a ação de número 6, “Alongamento de custeios junto às instituições financeiras”, registrou um avanço importante em reunião realizada com o Ministério da Agricultura, em decorrência das agendas mantidas em Brasília na semana passada.
Na oportunidade, o Ministério da Agricultura sinalizou favoravelmente para a possibilidade de parcelamento do custeio do arroz em até oito parcelas, medida que permitirá a desconcentração dos pagamentos no período pós-colheita, contribuindo para evitar pressões adicionais de oferta e, consequentemente, quedas mais acentuadas no preço do arroz.
O governo esteve reunido com as instituições financeiras que sinalizaram positivamente, mas, por ora, sem uma Resolução do CMN. Além do mais, é importante destacar que todas as resoluções são autorizativas e analisadas caso a caso. Nossa expectativa é que essa medida ajude os preços no primeiro semestre de 2026.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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