A luta contra o desmatamento, uma “pressão” que vive todo o setor do agronegócio, deixa uma grande classe de pecuaristas do estado que é o maior produtor de carne bovina, sem frigorífico para abater seus animais. Veja!
O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, com uma posição estratégica entre os maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo. Entretanto, apesar do setor pecuário possuir diversas técnicas que garantem a produção aliada a sustentabilidade, o mercado consumidor – seja interno ou externo – tem aumentado a pressão em toda a cadeia produtiva , incluindo os frigoríficos, contra o desmatamento ilegal nas principais áreas produtoras de carne bovina, movimento que ganha destaque cada vez mais. Diante disso, são 10.000 pecuaristas sem frigorífico para abater seus animais; Veja onde!
Segundo as informações do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), atualmente, existem aproximadamente dez mil pecuaristas bloqueados para vender seus animais para as indústrias frigoríficas no Estado. Mato Grosso é o estado de maior destaque na criação de bovinos e produção de carne bovina, se destacando no ranking.
A classe produtora foi “pega de surpresa” em uma das atitudes mais severas feitas pela dura ação do Banco do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, quando em março deste ano lançou-se uma nova ferramenta tecnológica permitindo a instituição ter segurança de que os empréstimos concedidos a proprietários rurais não serão destinados a áreas de desmatamento irregular.
Este controle, conforme o Banco, ocorre por meio de uma parceria firmada em fevereiro deste ano entre o BNDES e o MapBbiomas, plataforma capaz de monitorar em tempo real todos os biomas brasileiros por meio de satélites de alta resolução e gerar alertas e laudos com imagens antes e depois de desmatamentos.
Para se ter uma ideia da magnitude o impacto, entre fevereiro e março, quando entrou em vigor a parceria, as informações geradas pelo MapBiomas serviram como base para o BNDES negar 58 pedidos de empréstimos que somavam R$ 24,8 milhões e eram destinados a imóveis rurais com desmatamentos em 14 estados que totalizam 948 hectares, o equivalente a cerca de 1.300 campos de futebol.
Calma que não acabou, ainda em maio, uma nova norma da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) determinou que os bancos brasileiros terão de cumprir protocolo de combate ao desmatamento ilegal quando oferecerem créditos a frigoríficos e matadouros.
, ou seja, esses deveram cumprir protocolos com requisitos mínimos para combate ao desmatamento ilegal.

Para promover a adoção dessas práticas, as instituições financeiras definirão os planos de adequação, incentivos e consequências cabíveis. Ao conceder financiamento, os bancos participantes deverão solicitar aos frigoríficos, na Amazônia Legal e no Maranhão, a implementação de um sistema de rastreabilidade e monitoramento que demonstre que o gado comprado, de fornecedores diretos e indiretos, não vem de áreas com desmatamento ilegal. O sistema precisa entrar em funcionamento até dezembro de 2025.
São 10.000 pecuaristas sem frigorífico para abater
“Atualmente a gente sabe que existem aproximadamente dez mil produtores nessa situação e essa plataforma os auxilia, a partir de um processo de monitoramento das propriedades rurais, a retornarem ao mercado formal da carne. Dessa forma, o Imac pode contribuir para que os produtores consigam participar plenamente do mercado”, explicou o diretor técnico operacional da instituição, Bruno Andrade
Dentre as ações do Imac, buscando ajudar os pecuaristas a superar o momento, estão os trabalhos desenvolvidos com o Programa de Reinserção e Monitoramento (PREM). A ferramenta foi criada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) para ajudar os produtores que cometeram desmatamento ilegal, e hoje estão bloqueados para vender seus animais para as indústrias frigoríficas, a retornarem para o mercado formal da carne.
O Prem é o programa de reinserção e monitoramento, uma plataforma virtual de geomonitoramento do Imac, que tem como objetivo monitorar a regeneração ambiental de áreas desmatadas de propriedades rurais bloqueadas para o comércio com os frigoríficos que firmaram o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF).
O Prem viabiliza a reinserção de pecuaristas ao mercado formal pecuário, desde que se comprometa.
O Programa de Reinserção e Monitoramento é um projeto em parceria com o MPF, Acrimat e Sindifrigo e conta ainda com a cooperação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA). O Prem possui um processo simples e tecnológico de auxiliar o produtor no processo de adequação ambiental, que precisará apenas de um smartphone para realizar boa parte das atividades previstas no Programa.
Como a atividade pode respeitar o meio ambiente?
A bovinocultura de corte pode ser realizada de forma sustentável, desde que sejam adotadas práticas que minimizem seus impactos ambientais. O manejo adequado dos solos, a integração lavoura-pecuária-floresta, o manejo adequado dos resíduos, a preservação da vegetação nativa e o uso de tecnologias sustentáveis são algumas das práticas que podem contribuir para a produção sustentável de carne bovina. Assim, criando um sistema de atividades sustentáveis, gerando uma carne de maior qualidade e respeitando o meio ambiente.
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