A iniciativa possibilita a emissão do Certificado Fitossanitário Internacional (CFI) – documento necessário para a exportação da fruta.
O setor produtivo da fruticultura catarinense consolidou nesta semana uma conquista histórica junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). As inspeções fitossanitárias para exportação de maçãs frescas seguem realizadas diretamente na origem da produção, ou seja, nos packing-houses exportadores catarinenses. A iniciativa possibilita a emissão do Certificado Fitossanitário Internacional (CFI) – documento necessário para a exportação da fruta.
Essa medida foi reforçada durante reunião na última terça-feira (20) entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), com a Superintendência Federal de Agricultura em Santa Catarina (SFA-SC) – unidade descentralizada do MAPA no Estado.
Participaram do encontro o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, o vice-presidente de finanças da entidade, Antônio Marcos Pagani de Souza, que também preside o Sindicato Rural de São Joaquim, e o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque. O grupo foi recebido pelo superintendente substituto da SFA-SC, Francisco Alexandro Powell Van de Casteele.
De acordo com Moisés, a medida é considerada estratégica para o Estado, que tem expectativa de exportar aproximadamente 20 mil toneladas de maçãs para mais de 10 países nesta temporada.
Competitividade
O presidente Pedrozo ressaltou a importância da inspeção fitossanitária da maçã na origem ao mencionar que a medida garante que a fruta atenda às exigências sanitárias do país importador. “Isso reduz riscos comerciais, assegura credibilidade ao produto catarinense que é reconhecido pela excelência em todo o processo produtivo, é fundamental para confirmar que a fruta foi selecionada e embalada com controle, além de aumentar a competitividade catarinense e fortalecer a economia estadual”.
Pagani complementou que a iniciativa representa um ganho histórico para a fruticultura catarinense. “A fruta sai da origem já certificada e chega ao exterior mais rapidamente e de forma mais competitiva. Com isso, todos ganham: produtores, indústria, exportadores e a nossa economia. Os importadores também são beneficiados, porque a maçã chega, no destino, com mais consistência”, afirma.
SC é líder nacional
A maior parte da produção de maçãs do Brasil está concentrada na região sul e Santa Catarina lidera como maior produtor nacional. A pomicultura também é fonte de sustento para milhares de famílias que trabalham diariamente para manter a tradição e fortalecer a produção de uma das frutas mais consumidas do Brasil.
A conquista favorece diretamente a serra catarinense, principalmente São Joaquim e Fraiburgo, reconhecidas nacionalmente como grandes polos da maçã, impulsionando desde pequenos pomares familiares até importantes agroindústrias do setor. Para a cadeia produtiva, além do ganho logístico, a iniciativa representa um passo estratégico que reafirma Santa Catarina como referência na exportação da fruta, ampliando valor agregado, competitividade e contribuindo para o desenvolvimento econômico do Estado.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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