RS registra gripe aviária em aves silvestres, mas mantém segurança sanitária

A confirmação do vírus H5N1 em cisnes-coscoroba na Reserva do Taim não impõe restrições comerciais ao estado, garantindo a segurança das exportações e do consumo humano

A detecção de novos focos de gripe aviária no Rio Grande do Sul em espécimes da fauna silvestre mobilizou as autoridades sanitárias gaúchas nesta semana. O vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) foi identificado na Lagoa da Mangueira, situada na Reserva do Taim, em Santa Vitória do Palmar.

Apesar do alerta, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) esclarece que o status do Brasil como país livre da enfermidade permanece inalterado, visto que a ocorrência não atingiu o sistema de produção comercial.

Comércio internacional e consumo seguem seguros

Para o mercado global e o consumidor doméstico, o anúncio não traz prejuízos diretos. Segundo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), notificações de gripe aviária no Rio Grande do Sul restritas a aves migratórias ou silvestres não geram barreiras sanitárias ao comércio de produtos avícolas.

Dessa forma, o fluxo de exportações de carne de frango e ovos segue normalmente. As autoridades reforçam ainda que não existe risco na ingestão desses alimentos, uma vez que a doença não possui transmissão via consumo de produtos devidamente inspecionados.

Ações de contenção da gripe aviária no Rio Grande do Sul

O diagnóstico foi obtido após o Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) recolher amostras de cisnes (Coscoroba coscoroba) encontrados debilitados no final de fevereiro. As análises foram processadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade de referência que confirmou a presença da cepa H5N1.

Como resposta imediata, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) intensificou o monitoramento na região sul. De acordo com o diretor do DDA, Fernando Groff, as equipes estão priorizando a vigilância em pequenas propriedades de subsistência nas redondezas do foco para evitar o transbordamento do vírus. O trabalho conta com o apoio estratégico do ICMBio e foca em medidas de educação sanitária junto à comunidade local.

Biossegurança e orientações ao setor produtivo

Embora o estado conviva com o vírus na fauna silvestre desde 2023, o setor agroindustrial mantém o alerta máximo para a biossegurança das granjas. A orientação para os produtores é o isolamento rigoroso dos galpões, impedindo qualquer contato visual ou físico entre aves domésticas e animais de vida livre.

A população em geral desempenha um papel crucial na prevenção. A recomendação fundamental é nunca tocar em aves doentes ou mortas. Caso encontre animais apresentando sinais neurológicos, dificuldades respiratórias ou em casos de mortalidade súbita, o cidadão deve acionar imediatamente a Inspetoria de Defesa Agropecuária ou utilizar o canal oficial via WhatsApp: (51) 98445-2033.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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