
Ministro do Meio Ambiente é alvo de operação da PF sobre setor madeireiro; Suspeita de crimes de corrupção e facilitação de contrabando!
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira investigação para apurar suspeita de crimes de corrupção e facilitação de contrabando praticados por agentes públicos e empresários do setor madeireiro, tendo como um dos alvos o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
A PF informou em nota que cumpre 35 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Pará e Distrito Federal, e que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento preventivo de 10 autoridades do ministério e do Ibama.
A polícia não identificou nenhum dos alvos da operação, de acordo com as regras da corporação. Duas fontes com conhecimento da operação confirmaram, sob condição de anonimato, que Salles está entre os alvos dos mandados de busca e apreensão.
Salles já era alvo de uma investigação no âmbito do STF, na qual foi apontado pela PF como defensor dos madeireiros.
Endereços do ministro em São Paulo, Brasília e no Pará, onde ele montou um gabinete, são alvos de mandados de busca e apreensão, e ele também teve quebrados os sigilos bancário e fiscal, de acordo com uma das fontes. Procurada, a assessoria de Salles informou que não tinha uma posição de imediato sobre a operação.
A mesma fonte disse que o presidente do Ibama, Eduardo Bim, foi afastado do cargo pelo Supremo. Segundo o comunicado da PF, a corte também determinou a suspensão imediata da aplicação de um despacho do instituto ambiental.
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O Ibama não respondeu de imediato a um pedido de posicionamento. Salles já era alvo de um pedido de investigação no âmbito do STF por crimes ligados à venda ilegal de madeira, na qual foi apontado pela PF como defensor dos madeireiros.
Segundo o pedido, Salles chegaria a respaldar documentos supostamente fraudados de aquisição de madeira. Após apresentar o pedido ao Supremo, em abril, o então superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, foi substituído do cargo.
(Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro, e Ricardo Brito, em Brasília)
Fonte: Reuters