Conheça o novo Certificado F1 Max da ABCZ. Uma certificação técnica que identifica fêmeas superiores com alta genética e potencial para produção de leite.
A pecuária leiteira brasileira acaba de ganhar um novo padrão de excelência técnica. Durante a ExpoZebu 2026, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) oficializou o lançamento do Certificado F1 Max, uma iniciativa estratégica voltada para a identificação de fêmeas F1 que reúnem superioridade genética comprovada e alto potencial produtivo. A chancela promete ser um divisor de águas na comercialização de animais mestiços no país.
De acordo com Rafael Vizoná, gerente de melhoramento genético do leite da ABCZ, o selo atende a uma demanda crescente por segurança no mercado de reposição. “O Certificado F1 Max visa conferir valor real à genética zebuína aplicada ao leite, oferecendo aos pecuaristas uma ferramenta auditada para reconhecer matrizes com desempenho superior”, explica o especialista.
Critérios e rigor técnico para obter o Certificado F1 Max
A concessão do registro não será meramente visual. Para ser elegível, a fêmea deve possuir o Certificado de Controle de Genealogia (CCG) e ser fruto de cruzamentos específicos, como o Guzolando (Guzerá x Holandês), Guzjer (Guzerá x Jersey), Sindolando (Sindi x Holandês) ou Sinjer (Sindi x Jersey).
O regulamento é estrito: pai e mãe do animal devem apresentar Capacidade Prevista de Transmissão (PTA) positiva para leite no ano da concepção. Além disso, a matriz mãe precisa comprovar, via Relatório Individual de Lactação (RIL), uma produtividade acima da média do seu sistema de produção. Uma vez conquistada, a qualificação fenotípica é permanente, garantindo o valor do animal durante toda a sua vida reprodutiva.
Ciência aplicada: Heterose e ganho produtivo
A base biológica do programa fundamenta-se na heterose — o famoso “choque de sangue”. Segundo Luiz Antonio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ, esse efeito genético pode elevar a produção entre 10% e 20% devido à heterozigose. “A certificação assegura que, além do vigor híbrido, o animal carregue consigo uma genética aditiva que realmente melhora o rebanho”, destaca Josahkian.
Para garantir a equidade, a ABCZ dividirá as médias de produção entre Sistema Básico e Sistema Potencializado, considerando variáveis como o uso de tecnologias (ocitocina e bST) e regimes alimentares (pasto ou confinamento). Dados estatísticos discrepantes, os chamados outliers, serão removidos dos cálculos para assegurar a precisão dos índices.
Identidade visual e marcação do Certificado F1 Max
Os animais aprovados receberão uma marcação exclusiva na perna direita, acima da série única. A identidade visual, desenvolvida pela agência Fórmula P, utiliza a fusão das letras “Z” (Zebu) e “X” (cruzamento) para simbolizar o equilíbrio entre tradição e modernidade. O certificado físico trará informações detalhadas sobre a avaliação genética dos progenitores, consolidando a transparência em toda a cadeia produtiva.
VEJA MAIS:
- Tricross com Black Simental: É apenas moda ou eficiência genética comprovada? Entenda
- Águia ou Falcão? Entenda o que é o Carcará e por que ele se tornou uma lenda nordestina
ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.