A rentabilidade do confinamento de bovinos atinge maior patamar histórico, mas o custo de configuração pode interromper margens em 2025.
A atividade de confinamento de bovinos no Brasil vive um momento histórico de recuperação, com a rentabilidade alcançando níveis inéditos. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o segmento registrou uma alta de 30,2% na rentabilidade em apenas 105 dias, atingindo o maior patamar desde novembro de 2020.
Esse desempenho reflete uma trajetória de quatro meses consecutivos de crescimento, após um período de dificuldades marcadas por margens negativas na primeira metade do ano.
Os pesquisadores do Cepea atribuem esse avanço às sucessivas altas nos preços dos contratos futuros do boi gordo, além de ajustes estratégicos na operação de confinamento, como manejo eficiente e controle de custos. A projeção para novembro indica uma rentabilidade máxima de 51,1%, que, se confirmada, será a maior desde o início da série histórica, em 2018.
No entanto, o otimismo vem acompanhado de um alerta. Para fevereiro de 2025, a expectativa é de uma retração na rentabilidade, influenciada pelo aumento nos custos de reposição de animais registrados nos meses de setembro e outubro. Esse cenário reforça a importância de um planejamento criterioso por parte dos confinadores, que terão de lidar com um possível aumento da pressão sobre as margens.
O momento atual representa uma janela de oportunidade para o setor, mas exige atenção redobrada às movimentações de mercado e estratégias que garantam a sustentabilidade econômica da atividade no longo prazo.
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