Demanda por cruzamento industrial, critérios técnicos rigorosos e resultados consistentes no campo impulsionam avanço da genética da raça Santa Gertrudis no Brasil
A raça Santa Gertrudis encerrou 2025 com um avanço expressivo no mercado de genética bovina, consolidando seu espaço entre as principais opções utilizadas pelos pecuaristas brasileiros. Ao longo do ano, o número de touros da raça contratados por centrais de inseminação cresceu 20%, movimento que reflete não apenas maior oferta de sêmen no mercado, mas, sobretudo, uma demanda real dos produtores por genética adaptada, produtiva e alinhada às exigências da pecuária de corte moderna.
Esse crescimento ocorre em um momento em que a pecuária nacional busca eficiência produtiva, ganho de carcaça e melhor desempenho em sistemas de cruzamento industrial, fatores nos quais o Santa Gertrudis vem se destacando de forma consistente. As contratações feitas pelas centrais ao longo de 2025 ampliaram significativamente a presença da raça nos programas de inseminação artificial, fortalecendo sua participação nas decisões estratégicas dentro da porteira.
Destaques genéticos impulsionam a raça Santa Gertrudis
Entre os principais símbolos desse avanço está o touro Viking 53, da Cabanha 53, de Ruy Barreto, incorporado ao portfólio da CORT Genética Brasil. Mocho natural, o animal foi Reservado Grande Campeão da Expointer 2025 e integra o Top 0,5% do Programa Embrapa Geneplus, reunindo atributos de carcaça, produtividade e avaliação genética de alto nível. A presença de animais com esse perfil nas centrais reforça a confiança do mercado na raça e eleva o patamar técnico da oferta disponível aos produtores .
Outro nome de grande relevância em 2025 foi o Mr. Atalla, da Fazenda Malagueta, de Pedro Mello. Grande Campeão da Expointer e bicampeão nacional, o touro manteve presença constante nas centrais ao longo do ano, consolidando-se como uma das principais referências da raça e contribuindo para ampliar a visibilidade do Santa Gertrudis entre pecuaristas de diferentes regiões do país .
Demanda do mercado guia as contratações
De acordo com Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, o crescimento da raça nas centrais não ocorre por acaso. As contratações refletem diretamente a procura do mercado, especialmente por parte de produtores que utilizam o Santa Gertrudis em sistemas de cruzamento industrial.
Segundo ele, as centrais adotam critérios técnicos rigorosos na seleção dos animais, considerando avaliação genética positiva, índices consistentes em programas de melhoramento como o Geneplus, dados de carcaça, desempenho em provas e características funcionais que atendam às demandas do campo. “É a combinação entre demanda real e consistência técnica que explica esse avanço”, destaca Fernandes.
Trabalho de longo prazo fortalece a raça
Para Antônio Roberto, presidente reeleito da Associação Brasileira de Santa Gertrudis para o biênio 2026/2027, os números registrados em 2025 são resultado de um trabalho contínuo de fortalecimento da raça no Brasil, desenvolvido ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o crescimento nas centrais confirma que o Santa Gertrudis está cada vez mais presente nas decisões estratégicas dos pecuaristas, impulsionado por produtividade, adaptação às condições brasileiras e resultados consistentes no campo .
O avanço de 20% em 2025 não apenas amplia a oferta de sêmen da raça, mas também reforça o posicionamento do Santa Gertrudis como uma solução genética sólida para a pecuária de corte, especialmente em um cenário de busca por eficiência, rentabilidade e melhoria contínua dos rebanhos.
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