A chegada da entressafra – período com menor oferta de animais para abate -, mostra a cara e já foram realizadas negociações acima da média de referência, destacando-se São Paulo, onde os negócios chegaram a atingir R$ 250 por arroba; Confira!
O mercado físico do boi gordo registrou mais uma alta nos preços nesta sexta-feira (16). A sexta-feira foi marcada por um fraco movimento de negócios em função da ausência de boa parte das indústrias das compras de gado. Cabe lembrar que, durante a semana, cotações dos animais terminados tiveram movimentos distintos nas praças pecuárias, observam as consultorias que acompanham diariamente o mercado.
De acordo com a Safras & Mercado, foram realizadas negociações acima da média de referência, destacando-se São Paulo, onde os negócios chegaram a atingir R$ 250 por arroba, com pagamento a prazo. Embora em outros estados os preços ainda não tenham aumentado significativamente, já são perceptíveis sinais de recuperação, começando pela redução na oferta de animais.
Semana com pouco volume de compras, o que trouxe pouca variação para a cotação das categorias destinadas ao abate. A cotação da vaca caiu R$5,00/@, em 15/6, e a cotação do bovino padrão exportação, o “boi China”, subiu R$5,00/@ na sexta-feira, informou a Scot Consultoria. A cotação do “boi China” está em R$245,00/@ (ágio de R$5,00/@), a do boi corrente está em R$240,00/@, a da vaca está em R$210,00/@ e a da novilha em R$230,00/@, preços brutos e a prazo.
Segundo a engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista da Scot, o mercado brasileiro do boi gordo segue rumos diferentes entre as praças. “Enquanto algumas ainda presenciam preços da arroba em queda, outras têm alta”, observa ela, que acrescenta: “essas diferenças ocorrem de acordo com a necessidade de estocagem das indústrias e o tamanho da oferta de gado gordo em cada região”.
“Devemos continuar vendo direções opostas nas praças, até realmente firmar a subida com o fim da desova de entressafra”, relata Jéssica, que completa: “O que poderá mudar a direção é a saída dos bovinos confinados no primeiro giro, mas isso, só mais adiante”.
Os frigoríficos ainda possuem certo conforto em suas escalas de abate, que hoje estão com média nacional de oito dias, o que limita o aumento mais agressivo do preço da arroba do boi gordo no momento.
No entanto, espera-se que esse movimento se fortaleça na próxima virada de mês, quando a oferta será efetivamente menor, resultando em maior dificuldade na composição das escalas de abate e maior propensão a reajustes, afirmou o analista Fernando Henrique Iglesias.

“Atualmente, o ritmo de recuos nos preços da arroba apresenta menor intensidade, antecipando as expectativas de preços mais firmes para o resto de junho”, relata a S&P Global. De toda forma, continua a consultoria, alguns frigoríficos brasileiros limitam a aquisição de animais terminados.
“A ‘originação’ (compra) de animais é cadenciada de forma a evitar formação de estoque e impactos nos preços da carne bovina em função da atual inconsistência no escoamento da proteína”, observa a S&P Global.
Giro do Boi Gordo pelo Brasil
- Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi foi de R$ 248.
- Em Dourados (MS), a arroba foi indicada a R$ 231.
- Em Cuiabá, o preço da arroba ficou em R$ 208.
- Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 228 para a arroba do boi gordo.
- Em Uberaba (MG), o preço da arroba atingiu R$ 227.

Boi no atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram firmes. A expectativa é que haja menos espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período em que o consumo tende a diminuir.
No entanto, os frigoríficos já não possuem estoques tão elevados, o que pode motivar alguma recuperação pontual. Por outro lado, a situação das proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, continua limitando novas altas nos preços da carne bovina, explicou Iglesias.
O quarto traseiro foi precificado em R$ 18,15 por quilo. O quarto dianteiro teve cotação de R$ 13,30 por quilo. A ponta de agulha manteve-se em R$ 13,00 por quilo.
Centopeia no café é praga? Saiba como identificar e as melhores formas de controle
Diferenciar a centopeia no café de ameaças reais como os sinfílidos é vital para proteger o sistema radicular e evitar gastos desnecessários com inseticidas no cafezal
Continue Reading Centopeia no café é praga? Saiba como identificar e as melhores formas de controle
Por que dizem que as galinhas “entram em greve” na Quaresma? Descubra o motivo real
Entenda por que as galinhas entram em greve na Quaresma. Analisamos o fotoperiodismo, a muda de penas e como o agronegócio usa tecnologia para manter a produção.
Continue Reading Por que dizem que as galinhas “entram em greve” na Quaresma? Descubra o motivo real
Pecuária brasileira aposta em produtividade, inclusão e transparência para responder às mudanças no consumo global de carne bovina
Recuperação de pastagens, reintegração de produtores à cadeia formal e avanço da rastreabilidade orientam estratégias voltadas à preservação da competitividade e à ampliação do acesso a mercados nacionais e internacionais mais exigentes.
Emirados Árabes investem bilhões em tecnologia agrícola para garantir alimentos usando o deserto
Com escassez de água e terras férteis, Emirados Árabes investem em tecnologia agrícola, fazendas globais e megaprojetos logísticos para reduzir dependência de importações e garantir comida para a população.
Guerra das Cores: Por que o Wagyu Vermelho está vencendo o marketing do gado preto no Texas?
Entenda como a raça Akaushi equilibra saúde, rusticidade e alto valor de mercado, superando a hegemonia do gado preto ao oferecer uma carne rica em ‘gordura do bem’ e alta adaptação ao clima tropical
Mais proteína que carne bovina? Conheça a formiga tanajura, iguaria tradicional do Nordeste
Consumida há gerações no Nordeste brasileiro, a formiga tanajura — conhecida também como içá — chama atenção pelo alto valor nutricional e pode ter teor de proteína superior ao da carne bovina e do frango, despertando interesse da ciência e da gastronomia.





