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A quebra na safrinha do milho vai trazer grande prejuízo aos agricultores e, principalmente ao setor da pecuária; Preços vão disparar e pode faltar o grão!
Segundo as informações divulgadas pela Agência Safras, as condições das lavouras de milho safrinha estão cada vez piores com a ausência de precipitações em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, segundo informa o departamento técnico da Coperplan. A pior situação é completamente complicada, já que o mercado segue com estoques baixos do grão no mundo!
Conforme o engenheiro-agrônomo Eduardo Brandt, a última chuva registrada foi no dia 23 de abril, de forma localizada, atingindo apenas parte do município. “Não há previsão de chuvas pelo menos até o dia 11, o que tende a agravar ainda mais a situação da lavoura, bastante comprometida pela estiagem. Até agora estimamos uma quebra de 20% na safrinha”, comenta.
Segundo Brandt, cerca de metade dos 170 mil hectares de milho safrinha cultivados estão na fase de crescimento vegetativo e as demais entre as fases de pendoamento e enchimento de grãos.
O mais recente levantamento de Safras & Mercado indica que o plantio da safrinha de milho em Mato Grosso do Sul ocupou 2,136 milhões de hectares, acima dos 1,895 milhão de hectares cultivados na temporada passada.
A produção esperada é de 9,966 milhões de toneladas, superando os 8,928 milhões de toneladas colhidos na safrinha 2020. O rendimento médio deve chegar a 4.665 quilos por hectare, abaixo os 4.711 quilos por hectare da segunda safra 2020.
Condições das lavouras estão piorando dia após dia e se não houverem novas chuvas perdas podem ser ainda maiores. Em meio a essa apreensão, produtores não devem deixar os cuidados com as lavouras e as ações contra pragas e doenças que podem limitar ainda mais os resultados obtidos.
Minas Gerais já tem perdas de 40% na safrinha de milho e situação ainda pode se agravar
A situação das lavouras de milho em Minas Gerais está se deteriorando à medida que as pancadas de chuvas esporádicas registradas até aqui foram insuficientes para o bom desenvolvimento das plantas.
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O presidente da Aprosoja MG, Fábio Salles Meirelles Filho, explica que as lavouras plantadas dentro da janela ideal estão em enchimento de grãos e sofrem mais com a situação. Porém, as que foram semeadas mais tarde, em março, ainda estão bonitas e suportando o déficit, mas como não há previsões de chuvas também devem ser impactadas.
Diante deste cenário, as projeções de perdas no estado já são de 40% do que era esperado. A liderança ressalta que, mesmo diante dessa situação os produtores precisam se manter atentos aos manejos e ações de controle às cigarrinhas para que a produção não seja ainda mais afetada.