Modelos adotados na safra de verão 2025/26 indicam que é possível manter rendimento com uso mais eficiente de insumos
A safra de verão 2025/26 no Sul do Brasil tem evidenciado uma transição consistente no modelo produtivo regional. Em propriedades nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, observa-se a consolidação de estratégias que integram manejo nutricional de precisão, construção de fertilidade de longo prazo e racionalização do uso de insumos, três pilares que conectam diretamente produtividade e sustentabilidade.
A mudança parte de um diagnóstico mais criterioso do ambiente de produção. Análises químicas e físicas de solo, avaliação do histórico da área e interpretação técnica das curvas de resposta das culturas permitem ajustar doses com maior exatidão, evitando tanto a subadubação, que compromete rendimento, quanto excessos que elevam custos e aumentam riscos ambientais. O conceito central deixa de ser volume aplicado e passa a ser eficiência de uso do nutriente (EUN), indicador diretamente ligado à produtividade por unidade de insumo.
Esse modelo reduz perdas por volatilização, lixiviação e fixação no solo, melhora a disponibilidade gradual dos nutrientes ao longo do ciclo e favorece o desenvolvimento radicular mais profundo e estruturado. O impacto é duplo: manutenção do teto produtivo e menor pressão sobre o sistema ambiental, uma vez que há melhor aproveitamento dos recursos aplicados.
Segundo Ricardo Allebrandt, Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, a sustentabilidade precisa ser tratada como métrica agronômica e não apenas como conceito institucional. “Quando aumentamos a eficiência nutricional, estamos produzindo mais com melhor aproveitamento do fertilizante. Isso significa menos perdas no sistema, maior previsibilidade produtiva e melhor relação entre investimento e retorno por hectare. A sustentabilidade nasce da eficiência técnica”, afirma.
Outro ponto relevante é o efeito sistêmico do manejo equilibrado sobre a saúde do solo. A construção gradual de fertilidade, aliada a práticas como rotação de culturas e manutenção de cobertura vegetal, contribui para melhoria da estrutura física, maior atividade biológica e estabilidade produtiva entre safras. Em um cenário de variabilidade climática crescente na região Sul, solos mais estruturados e sistemas radiculares mais desenvolvidos ampliam a capacidade de tolerância a períodos de excesso hídrico ou estiagens pontuais.
Para Allebrandt, o produtor do Sul tem avançado para um modelo mais estratégico, no qual a sustentabilidade está diretamente associada à longevidade do sistema produtivo. “Produzir de forma sustentável é garantir que o solo continue respondendo em alto nível nas próximas safras. Isso exige planejamento, ajuste fino de manejo e escolha de tecnologias que entreguem eficiência real no campo”, conclui.
A safra 2025/26 sinaliza, portanto, um movimento estrutural: produtividade elevada não depende necessariamente de maior volume de insumos, mas de inteligência agronômica, gestão técnica e eficiência no uso dos recursos, fatores que consolidam o Sul do Brasil como referência em agricultura de alta performance com responsabilidade produtiva.
Sobre a Nitro
A Nitro é uma multinacional brasileira com quase 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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