Os preços apresentaram importante salto nesta semana, com as indicações no interior do estado, enquanto o referencial de Campinas (SP) foi posicionado a R$ 53,50 e R$ 54 CIF.
Nesta semana, mercado de milho deve voltar o foco para a assinatura do acordo de primeira fase que será assinado entre EUA e China na quinta-feira, 16, após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar o relatório de oferta e demanda.
Segundo a consultoria Safras Mercado, o USDA indicou que a safra de milho no país os Estados Unidos deverão colher 347,7 milhões de toneladas (13,692 bilhões de bushels) do cereal na temporada 2019/20, contra os 346,9 milhões de toneladas (13,661 bilhões de bushels) previstos no mês anterior. O mercado havia previsto safra de 342,4 milhões de toneladas (13,484 bilhões de bushels).
No Brasil, a Safras & Mercado afirma que a dinâmica pouco mudou, com o quadro de restrição de oferta dominante na maior parte do país, com ênfase no mercado paulista. Segundo a consultoria, os consumidores, principalmente os de menor porte, ainda encontram grande dificuldade na composição de seus estoques.
“Nessas condições, os preços apresentaram importante salto nesta semana, com as indicações no interior do estado alcançando o patamar de R$ 49 a R$ 50 FOB, enquanto o referencial de Campinas (SP) foi posicionado a R$ 53,50 e R$ 54 CIF”, comenta o analista de mercado Paulo Molinari em relatório.
A expectativa para o curto prazo ainda remete a reajustes, avaliando a tendência de um maior ímpeto de compra por parte de determinados consumidores.
Segundo a Scot Consultoria:
Os preços do milho estão firmes no mercado interno, em função da demanda aquecida e expectativas de estoques mais apertados na temporada 2019/2020.
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Além disso, o clima adverso (falta de chuvas e calor) no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina aumenta a possibilidade de perdas nas lavouras de milho de primeira safra, fato que colabora com as altas de preços.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos está cotada em R$51,00, sem o frete.
O cereal subiu 3,7% em janeiro/20, em relação à média de dezembro/19. Na comparação com janeiro do ano passado, o milho está 25,9% mais caro este ano.
Para o curto e médio prazos, o viés é de alta para os preços do milho no mercado brasileiro.
Fonte: Canal Rural