Segundo relatório divulgado pelo Cepea, os preços do milho reagiram em algumas regiões, já a soja segue pressionada pela menor demanda e dólar.
Compradores consultados pelo Cepea voltaram a ficar mais ativos no mercado de milho nos últimos dias, com interesse em entregas nos primeiros meses de 2021. Muitos produtores, contudo, estão afastados do mercado, na expectativa de novas valorizações no primeiro trimestre de 2021, fundamentados nos baixos estoques brasileiros, na demanda internacional aquecida e nas quedas de produtividade em lavouras de verão no Sul do País.
Além disso, questões financeiras, como o imposto de renda, e a paralisação de cooperativas e/ou de caminhoneiros para as festas de final de ano também afastam agentes dos negócios.
Nesse cenário, os preços voltaram a reagir em algumas praças, sobretudo nas consumidoras e nos portos brasileiros – neste último caso, o impulso também veio do dólar e dos avanços nos valores externos.
- Bezerro atinge maior valor da série, mas reposição exige cautela no campo de MT
- Anec reduz projeção de exportação brasileira de soja em abril
- FPA articula renegociação de dívidas e alerta para dificuldade de acesso ao crédito rural
- Conseleite sinaliza recuperação e valor projetado para o leite é de R$ 2,5333 em abril
- Feira do Terneiro evidencia elevado padrão da pecuária em São Joaquim
Mercado da Soja
A demanda doméstica por soja se enfraqueceu nos últimos dias, tendo em vista que muitas indústrias brasileiras já estão finalizando os processamentos deste ano. De acordo com pesquisadores do Cepea, o movimento de baixa, entretanto, foi limitado pela valorização do dólar.
Além disso, já há preocupações quanto a um possível atraso no cumprimento de contratos em janeiro/21, devido ao cultivo tardio de soja no Brasil. No campo, a semeadura de soja foi finalizada em praticamente todo o País, restando apenas regiões de cultivos mais tardios, como o Rio Grande do Sul e Matopiba.
Fonte: Cepea