Animal que teria fugido ainda filhote foi localizado após anos em estado praticamente selvagem e pesava mais de 150 quilos; caso do porco movimentou comunidade rural de Sena Madureira
Um episódio incomum chamou a atenção de moradores da zona rural de Sena Madureira, no interior do Acre, no último fim de semana. Um porco que passou anos vivendo solto na mata foi abatido no Ramal do 17, na região do Cassirian, e surpreendeu pelo porte considerado fora do padrão para criações domésticas da região.
Segundo relatos de moradores, o animal pertencia originalmente a um vizinho da comunidade, mas teria fugido ainda pequeno. Desde então, passou a viver de forma praticamente selvagem, alimentando-se na mata e se deslocando livremente pelo entorno do ramal. Ao longo dos anos, o porco foi ocasionalmente avistado por moradores, mas nunca havia sido capturado.
Vida em estado quase selvagem
De acordo com informações da comunidade, o animal ficou “alongado” — termo popular usado na região para designar animais que permanecem soltos por longo período — vivendo em área de vegetação densa. Alimentando-se de frutos, raízes, restos de lavouras e possivelmente pequenas fontes de proteína disponíveis no ambiente, o porco ganhou peso e desenvolveu estrutura corporal robusta.
Especialistas em produção animal explicam que suínos criados soltos podem apresentar crescimento diferenciado, principalmente quando encontram abundância de alimento e não enfrentam limitações nutricionais severas. No entanto, o ganho excessivo de peso também pode estar associado à genética e à idade do animal.
No caso do porco abatido no Cassirian, moradores afirmam que ele já era adulto quando foi localizado recentemente em área próxima às propriedades rurais.
Abate e repercussão na comunidade
Após ser localizado, o animal foi abatido no último fim de semana. O que mais chamou a atenção foi o peso: mais de 150 quilos, segundo estimativas feitas pelos próprios moradores. Para transportar o porco, foi necessário o esforço conjunto de vários homens da comunidade, dada a dificuldade de movimentar o animal devido ao porte avantajado.
Imagens e comentários rapidamente circularam entre os moradores do Ramal do 17, transformando o caso em assunto dominante na região. Muitos destacaram tanto o tempo em que o porco permaneceu na mata quanto o tamanho que conseguiu atingir vivendo fora do sistema tradicional de criação.
Criação de porco solta e desafios no meio rural
Em áreas rurais da Amazônia acreana, é relativamente comum que pequenos produtores mantenham animais soltos ou em sistemas extensivos, principalmente em propriedades familiares. No entanto, a fuga de animais pode gerar impactos econômicos para o proprietário e riscos sanitários, especialmente quando permanecem por anos sem manejo adequado.
Além disso, suínos que vivem soltos podem interagir com animais silvestres, o que aumenta a preocupação com possíveis doenças e contaminações, embora não haja, até o momento, relatos de problemas sanitários relacionados a este caso específico.
Um episódio que virou história local
Para os moradores do Cassirian, o episódio vai além do abate de um animal de grande porte. O porco que viveu anos na mata passou a integrar o repertório de histórias da comunidade, reforçando a dinâmica peculiar da vida no interior, onde fatos inusitados rapidamente ganham dimensão coletiva.
O caso evidencia também como, mesmo em tempos de tecnologia e rastreabilidade no campo, situações tradicionais do meio rural continuam acontecendo — muitas vezes longe dos grandes centros, mas com forte repercussão entre quem vive a realidade da floresta e dos ramais acreanos.
O porco de mais de 150 quilos que viveu anos solto na mata agora entra para a memória da comunidade como um dos episódios mais comentados da região nos últimos tempos.
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