Com foco no combate ao abigeato, terceira fase da Operação Sanga Funda desarticula esquema de pecuaristas que utilizavam notas fiscais fraudulentas para “esquentar” animais ilícitos.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta sexta-feira (6/2), a terceira etapa da Operação Sanga Funda, ofensiva estratégica para estancar prejuízos no setor pecuário gaúcho. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em diversas regiões do estado.
Durante as diligências, a polícia recupera gado furtado em operação no RS, além de apreender armas de fogo que estariam em posse do grupo criminoso especializado em crimes rurais.
Logística do crime: Fraude no Sistema de Defesa Agropecuário
Diferente de furtos eventuais, a investigação aponta para uma organização profissional composta por próprios produtores rurais. Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam seus registros oficiais para emitir guias de transporte falsas, mascarando a origem dos animais subtraídos. O esquema era sofisticado: em uma das propriedades vistoriadas em Santana do Livramento, o sistema oficial indicava um plantel de 94 animais, mas os agentes encontraram apenas quatro cabeças no local.
Essa discrepância entre o saldo documental e o estoque real era a chave para que a polícia recupera gado furtado em operação no RS através da identificação de “lavagem” de rebanho. O grupo atuava em um eixo que engloba municípios como Dom Pedrito, Rosário do Sul e Júlio de Castilhos, chegando a comercializar os animais em remates oficiais em Lavras do Sul.
Do atoleiro à investigação central
O fio condutor que levou à desarticulação do bando surgiu de um evento inesperado em Dom Pedrito. Um caminhão utilizado para o transporte de animais furtados atolou, o que causou a fuga de quatro vacas. Os animais, por instinto, retornaram à fazenda de onde haviam sido retirados. Ao avistar o gado no portão de casa e notar o sumiço de outros sete bovinos, o proprietário acionou as autoridades.
A partir da identificação do condutor deste veículo, o setor de inteligência policial conectou os pontos que levaram às prisões e apreensões atuais. Desde o início das diligências, em junho de 2025, a soma de animais resgatados já ultrapassa a marca de 100 cabeças. Atualmente, onde a polícia recupera gado furtado em operação no RS, como no caso recente em São Gabriel, os animais são mantidos em fiel depósito para reconhecimento e restituição aos legítimos donos.
Próximas etapas judiciais
O delegado Guilherme Nunes, à frente do caso, destacou que o inquérito entra agora em sua fase de fechamento. Com o robusto acervo de provas sobre a falsificação de documentos e o flagrante de posse de animais de terceiros, o próximo passo será o pedido de prisão preventiva dos envolvidos. A operação reforça a vigilância em um momento de alta no mercado pecuário, visando proteger a integridade econômica do produtor rural gaúcho.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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