Aviso meteorológico do Inmet, classificado como “Perigo”, prevê tempestades com risco de alagamentos, queda de energia e descargas elétricas em regiões do Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte; previsão semanal também indica eventos extremos e onda de calor no Sul.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas com grau de severidade classificado como “Perigo”, indicando um cenário de instabilidade atmosférica capaz de provocar transtornos relevantes em diversas regiões do país. O aviso teve início às 09h45 do dia 4 de fevereiro de 2026 e segue válido até 23h59 de 6 de fevereiro, exigindo atenção redobrada da população e, especialmente, do setor agropecuário.
De acordo com o órgão, são esperados volumes de chuva entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, além de ventos intensos que podem variar de 60 a 100 km/h, combinação típica de tempestades severas.
Riscos aumentam para energia, lavouras e infraestrutura
O Inmet alerta que as condições meteorológicas elevam o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas, cenários que podem gerar impactos diretos tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Entre as recomendações estão:
- Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento;
- Evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas;
- Se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia;
- Buscar orientação da Defesa Civil (199) e do Corpo de Bombeiros (193) em caso de emergência.
Para o agronegócio, o cenário exige monitoramento constante. Temporais dessa magnitude podem comprometer operações de campo, provocar erosão, dificultar o transporte da produção e até causar perdas pontuais em lavouras mais sensíveis.
Veja as regiões mais afetadas pela chuva
O aviso abrange uma extensa faixa do território nacional, incluindo áreas estratégicas para a produção agropecuária. Entre as regiões listadas pelo Inmet estão:
- Centro Goiano e Leste Goiano
- Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas
- Vale do Rio Doce e Zona da Mata
- Distrito Federal
- Centro-Norte e Leste de Mato Grosso do Sul
- Nordeste Mato-grossense
- Metropolitana de São Paulo e Campinas
- Metropolitana do Rio de Janeiro e Sul Fluminense
- Extremo Oeste da Bahia e áreas do Tocantins, entre outras.
A amplitude do alerta reforça que o episódio não deve ser isolado, podendo afetar cadeias logísticas e áreas produtivas relevantes do país.
Semana já tem previsão de eventos extremos
O aviso meteorológico ocorre em um contexto de instabilidade mais ampla. Segundo o Informativo Meteorológico nº 05/2026, os maiores volumes de chuva entre 2 e 9 de fevereiro são previstos para partes do Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do Piauí e do Amazonas.
No Sudeste, por exemplo, há possibilidade de eventos extremos, com acumulados acima de 100 mm em praticamente todo o estado de São Paulo e mais de 150 mm no oeste e norte paulista, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais.
Já o Rio de Janeiro pode registrar volumes superiores a 200 mm, com as chuvas mais intensas previstas para o início da semana.
No Centro-Oeste, a tendência é de precipitações generalizadas, com totais acima de 100 mm em todos os estados e possibilidade de mais de 200 mm no centro-norte de Mato Grosso.
Calor extremo também entra no radar da previsão do tempo do Inmet
Enquanto parte do país enfrenta chuvas volumosas, a Região Sul deve lidar com o oposto. O Inmet prevê temperaturas entre 36 °C e 40 °C, permanecendo até 7 °C acima da média histórica por até cinco dias consecutivos, caracterizando um evento de onda de calor.
Esse contraste climático — calor intenso em uma região e tempestades em outra — costuma elevar a volatilidade meteorológica típica do verão brasileiro.
Impactos para o agro exigem planejamento
Para produtores rurais, o momento é de reforçar estratégias preventivas. Chuvas fortes podem favorecer o armazenamento de água no solo e beneficiar algumas culturas, mas os extremos elevam o risco de:
- perdas por encharcamento;
- dificuldade de aplicação de defensivos;
- atrasos na colheita;
- danos em estruturas rurais;
- interrupções logísticas.
Ao mesmo tempo, o calor persistente no Sul pode aumentar o estresse térmico em animais e acelerar a perda de umidade do solo.
Cenário pede atenção redobrada
O Inmet destaca que a previsão do tempo e os avisos meteorológicos são atualizados diariamente, sendo essencial acompanhar os boletins oficiais para decisões mais seguras — principalmente em períodos de forte variabilidade climática.
Diante de um padrão atmosférico marcado por tempestades severas em parte do país e calor extremo em outra, os próximos dias devem exigir vigilância constante de produtores, transportadores e gestores do agro, já que eventos climáticos intensos têm potencial para alterar rapidamente o ritmo das operações no campo.
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