PERIGO: Frente fria provoca temporais com ventos de até 70 km/h e espalha risco, alerta Inmet

Instabilidades se espalham pelo Brasil com chuva forte, risco de temporais e ventos intensos; cenário exige atenção redobrada no campo e nas cidades.

O avanço de uma nova frente fria sobre o território brasileiro deve provocar um cenário típico de verão marcado por extremos climáticos nesta quarta-feira (11). A combinação entre calor, umidade e sistemas atmosféricos ativos cria condições favoráveis para temporais, pancadas intensas e rajadas de vento em várias regiões — um quadro que acende o alerta para produtores rurais, transportadores e moradores de áreas vulneráveis.

Segundo a previsão meteorológica, a quarta-feira será marcada por contrastes no tempo em todo o Brasil, enquanto a frente fria gera chuva moderada a forte no Sul e outros sistemas mantêm instabilidades nas demais regiões.

Esse tipo de configuração aumenta o potencial de eventos severos e reforça a necessidade de monitoramento constante das atualizações do tempo.

Sul entra na rota dos temporais

Na Região Sul, a frente fria avança já pela manhã, quando áreas de instabilidade passam a provocar chuvas moderadas a fortes com trovoadas no sudoeste, oeste e sul do Rio Grande do Sul.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham por grande parte do estado, com risco de temporais na faixa sul, Serra e litoral, além de chuva mais intensa também em áreas do interior catarinense e do Paraná.

O calor ainda predomina e contribui para a severidade das tempestades, enquanto as rajadas variam entre 40 e 50 km/h, podendo chegar a 70 km/h no oeste gaúcho — velocidade suficiente para provocar quedas de galhos, destelhamentos e transtornos logísticos.

Sudeste tem risco de temporais e chuva persistente

No Sudeste, a umidade mantém a atmosfera instável desde cedo em áreas do norte e interior paulista, sul do Rio de Janeiro e grande parte de Minas Gerais, com chuva fraca a moderada e pontos mais fortes.

Durante a tarde, as pancadas se intensificam em quase todo Minas e em grande parte de São Paulo, com risco de temporais no noroeste, oeste e sul mineiro e no norte e nordeste paulista.

No Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, a chuva tende a ocorrer de forma mais intensa, também com potencial para eventos severos.

As rajadas de vento entre 40 e 50 km/h devem atingir São Paulo, Triângulo Mineiro, Região dos Lagos e o litoral sul capixaba.

Centro-Oeste segue com calor abafado e pancadas isoladas

Mesmo com a Zona de Convergência do Atlântico Sul desconfigurada, a previsão indica chuva fraca a moderada em áreas de Goiás e Mato Grosso desde cedo, ganhando intensidade ao longo do dia.

O calor e a umidade favorecem pancadas mais fortes, com risco de temporais isolados no noroeste e sudeste de Mato Grosso, além do sul, nordeste e leste de Goiás e do Distrito Federal.

O tempo permanece abafado, com ventos entre 40 e 50 km/h no sul de Mato Grosso e Goiás e no norte e leste de Mato Grosso do Sul.

Nordeste e Norte também enfrentam chuva forte

No Nordeste, as instabilidades aumentam principalmente à tarde, levando chuva moderada a forte e risco de temporais no Maranhão, Piauí, litoral do Rio Grande do Norte e oeste da Bahia.

Já na Região Norte, a influência da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo carregado desde as primeiras horas do dia, com chuva moderada a forte e possibilidade de temporais em estados como Rondônia, Tocantins e Pará.

Tendência da semana reforça alerta para volumes elevados

O cenário desta quarta ocorre dentro de um padrão mais amplo. O INMET já havia indicado que os maiores totais de chuva entre 9 e 16 de fevereiro devem atingir o Centro-Oeste, Norte e parte do Sul, com destaque para Mato Grosso e Goiás.

Nessas áreas, os temporais trazem acumulados que podem chegar a 150 mm em sete dias e até superar 200 mm em pontos isolados, aumentando o risco de alagamentos e impactos no campo.

Alerta oficial para chuvas intensas

O INMET também publicou aviso de “Perigo Potencial”, válido até o fim do dia 11, indicando chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.

Entre os riscos associados estão:

  • queda de galhos
  • alagamentos
  • descargas elétricas
  • baixo risco de interrupção de energia

A orientação é evitar abrigo sob árvores, não estacionar próximo a torres ou placas e reduzir o uso de aparelhos ligados à tomada durante as rajadas.

Impactos no agro exigem estratégia

Para o agronegócio, o momento pede planejamento. Chuvas intensas em curto intervalo podem interromper colheitas, dificultar o trânsito de máquinas, provocar erosão e elevar riscos sanitários na pecuária, enquanto ventos fortes aumentam o potencial de danos estruturais.

Ao mesmo tempo, a irregularidade das precipitações mantém o desafio clássico do verão brasileiro: excesso hídrico em algumas regiões e calor persistente em outras.

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