Temporada de 2026 da colheita do pinhão no Paraná tem início adiado para 15 de abril; medida do IAT busca garantir a maturação das pinhas, evitar fungos e alinhar legislação estadual às normas federais
A temporada extrativista em solo paranaense ganha um novo cronograma oficial. O Instituto Água e Terra (IAT) confirmou que a colheita do pinhão no Paraná passa a ser permitida apenas a partir do dia 15 de abril, adiando em duas semanas o prazo que, historicamente, iniciava-se no primeiro dia do mês. A medida, que regulamenta desde a extração até o armazenamento e a venda, visa proteger a biodiversidade e garantir a qualidade do produto que chega à mesa do consumidor.
A mudança está fundamentada na Instrução Normativa nº 03/2026, que busca harmonizar as leis estaduais às diretrizes federais. Segundo o órgão ambiental, o novo prazo é válido tanto para quem comercializa a semente quanto para quem a utiliza em viveiros e sementeiras.
Sustentabilidade guia a colheita do pinhão no Paraná
O ajuste no calendário não é meramente burocrático, mas sim uma estratégia de manejo sustentável. Ao postergar o início das atividades, o Estado garante que o ciclo reprodutivo da araucária seja respeitado, permitindo que as pinhas completem seu desenvolvimento natural.
José Wilson de Carvalho, chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do IAT, destaca que o recolhimento precoce compromete a segurança alimentar. “Pinhas colhidas antes do tempo apresentam casca clara e excesso de umidade, o que facilita a proliferação de fungos e as torna impróprias para consumo”, alerta o especialista. Com a nova data-limite, a tendência é que as sementes apresentem o tom marrom-avermelhado característico e caiam naturalmente, indicando maturação plena.
Fiscalização e penalidades para a colheita do pinhão no Paraná
Para assegurar o cumprimento da norma, o IAT e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) atuarão em frentes de fiscalização intensiva. É importante que o produtor e o comerciante fiquem atentos: a extração antecipada é classificada como crime ambiental.
As sanções para quem desrespeitar o calendário são severas:
- Multas: O valor parte de R$ 300 para cada 50 quilos (ou fração) de pinhão apreendido.
- Apreensão: Todo o material irregular é confiscado pelas autoridades.
- Canais de Denúncia: Irregularidades podem ser reportadas à Ouvidoria do IAT ou via 0800-643-0304.
O peso econômico da cultura para o estado
Além da questão ambiental, a colheita do pinhão no Paraná é um pilar econômico para diversas regiões. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), a atividade movimentou R$ 25,7 milhões em 2024.
O levantamento do Valor Bruto de Produção (VBP) aponta que cinco municípios concentram os maiores volumes de extração: Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%). A nova regulamentação pretende profissionalizar ainda mais o setor, evitando perdas financeiras decorrentes da colheita de produtos de baixa qualidade.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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