Ibama resgata araras usadas ilegalmente em pousadas no RN. Entenda as multas para cativeiro irregular, maus-tratos e as regras para criação de animais silvestres.
O uso indevido da fauna brasileira como objeto de entretenimento turístico sofreu um duro golpe no Rio Grande do Norte. Através da Operação Nêmesis, agentes do Ibama resgataram exemplares de arara-canindé que serviam de “atrativo” para hóspedes em estabelecimentos do litoral potiguar. A ação reforça a ilegalidade de transformar animais silvestres em ferramentas de marketing.
Os Detalhes da Intervenção
A operação foi motivada por alertas da própria população, que denunciou a exposição das aves em pousadas da região. Ao chegarem nos locais, os fiscais identificaram que:
- Havia exploração comercial: As aves eram mantidas para interação direta com turistas.
- Saúde precária: Foram detectados sinais claros de maus-tratos em parte dos animais.
- Reabilitação: Agora, as araras estão sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Natal, onde passam por exames para tentar o retorno à vida livre.
O Peso da Lei: Multas e Restrições
A legislação ambiental brasileira é rigorosa para proteger espécies listadas na Convenção Cites. O simples fato de manter um animal silvestre de forma irregular já acarreta uma multa de R$ 5 mil. Se houver prova de maus-tratos, o valor aumenta, podendo somar mais R$ 3 mil por indivíduo.
Ponto Crucial: Existe uma diferença clara entre posse e uso. Mesmo quem compra um animal de um criadouro legalizado para fins domésticos não possui o direito de exibi-lo publicamente ou lucrar com sua imagem.
Por que isso importa?
A arara-canindé é uma espécie emblemática que sofre com o tráfico e a perda de habitat. A Operação Nêmesis não combate apenas o cativeiro ilegal, mas também a cultura de transformar seres vivos em “objetos de decoração” para o turismo.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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