Focada no combate às redes de arrasto na Lagoa dos Patos, ação do Ibama aplica R$ 1,1 milhão em multas e destina a apreensão de 32 mil kg de peixes para o programa Mesa Brasil
A preservação da biodiversidade e a defesa do setor pesqueiro legalizado ganharam um reforço decisivo no sul do país. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou a segunda etapa da Operação Decapoda 2026, com foco no combate rigoroso à atividade predatória na região da Lagoa dos Patos.
Ao longo das diligências, a força-tarefa confirmou a apreensão de 32 mil kg de peixes e crustáceos, retirando de circulação produtos que abasteceriam o mercado clandestino.
Combate ao uso de redes de arrasto na Lagoa dos Patos
O objetivo central desta fase foi coibir a captura irregular do camarão-rosa. Segundo as autoridades ambientais, o uso de redes de arrasto com portas é uma prática proibida por causar danos severos ao ecossistema lagunar e por inviabilizar o trabalho de pescadores artesanais que cumprem a lei.
Enquanto a modalidade permitida utiliza armadilhas fixas e sustentáveis, o arrasto destrói o fundo da lagoa, capturando espécies juvenis e desequilibrando a cadeia produtiva. A operação busca justamente garantir a longevidade do agronegócio pesqueiro gaúcho, punindo quem ignora as normas de manejo.
Fiscalização logística e a apreensão de 32 mil kg de peixes
A operação foi marcada pela integração entre o Ibama, a Polícia Federal e a Brigada Militar Ambiental. As ações não se limitaram à água: equipes realizaram barreiras em rodovias e vistorias técnicas em indústrias e empresas do setor.
Os resultados financeiros e materiais são expressivos:
- Multas e Sanções: Foram lavrados 10 autos de infração, totalizando R$ 1.132.660,00 em penalidades.
- Logística do Crime: Seis veículos utilitários e uma embarcação foram confiscados.
- Volume Retido: A apreensão de 32 mil kg de peixes (especificamente 25.560 kg de pescado e 6.682 kg de camarão-rosa).
- Interdições: Uma empresa comercial que funcionava de forma clandestina foi embargada pelas equipes de fiscalização.
Inteligência via satélite e vigilância transfronteiriça
Um diferencial técnico da Operação Decapoda 2026 foi a utilização de rastreamento por satélite. A tecnologia permitiu identificar uma embarcação de pesca industrial operando na Área de Exclusão do Albardão, na costa gaúcha, e avançando ilegalmente sobre o mar territorial do Uruguai.
A infração, considerada grave por violar a soberania do país vizinho e por ser um caso de reincidência, demonstra o nível de sofisticação do monitoramento estatal atual, onde a inteligência de dados se torna o principal braço da fiscalização ambiental.
Destinação social: o impacto da apreensão de 32 mil kg de peixes
Além do caráter punitivo, a operação teve um desfecho de impacto social relevante. Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com o Sesc Mesa Brasil, o Ibama destinou todo o pescado e camarão apreendido para doação.
Essa logística solidária permitiu que a apreensão de 32 mil kg de peixes beneficiasse diretamente 160 entidades sociais. Estima-se que 26 mil pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar tenham sido atendidas pela iniciativa, transformando um prejuízo ao meio ambiente em um recurso vital para o combate à fome no Rio Grande do Sul.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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