Informativo do INMET aponta acumulados acima de 200 mm em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, enquanto temperaturas podem chegar a 40 °C no Sul; ; veja a previsão do tempo para os próximos dias.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou seu mais recente informativo com a previsão do tempo válida entre os dias 02 e 09 de fevereiro de 2026, indicando um cenário de contrastes climáticos no país, com volumes expressivos de chuva em algumas regiões e uma forte onda de calor em outras.
De acordo com o órgão, os maiores totais de precipitação devem se concentrar nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do Piauí e do Amazonas. Ao mesmo tempo, temperaturas elevadas devem predominar em grande parte do território nacional, com destaque para o Sul, onde há caracterização de evento de calor extremo.
O fenômeno mais crítico deve ocorrer entre o centro e o oeste do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná, com máximas variando entre 36 °C e 40 °C — até 7 °C acima da média histórica por até cinco dias consecutivos.
Chuvas ganham força em áreas produtivas
Na Região Norte, os acumulados devem variar entre 50 mm e 150 mm, com volumes mais elevados previstos para o sul do Pará e a região central do Amazonas. Por outro lado, o noroeste paraense e grande parte de Roraima devem permanecer sem chuva significativa.
Já no Nordeste, as precipitações tendem a atingir áreas do oeste da Bahia ao sul do Maranhão, passando pelo Piauí, com expansão para a faixa leste e parte do Sertão ao longo do fim de semana. Os volumes podem ir de 40 mm no leste de Pernambuco até 150 mm no Piauí, enquanto o sul baiano deve registrar menos de 20 mm.
No Centro-Oeste, praticamente todos os estados devem registrar chuvas acima de 100 mm, com possibilidade de mais de 200 mm no centro-norte de Mato Grosso, cenário que exige atenção do setor agropecuário, especialmente para operações de campo e logística.
O Sudeste aparece como uma das regiões mais sensíveis da semana. O INMET alerta para a possibilidade de eventos extremos, com acumulados superiores a 100 mm em quase todo o estado de São Paulo e acima de 150 mm no oeste e norte paulista, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, os volumes podem superar os 200 mm, com maior intensidade prevista entre terça-feira (03) e quarta-feira (04).
No Sul, o padrão será diferente: tempo mais seco no Rio Grande do Sul, enquanto Paraná e Santa Catarina devem concentrar as chuvas até quarta-feira, com totais acima de 80 mm entre o litoral e o norte paranaense.
Calor extremo deve marcar a semana
As temperaturas também chamam atenção no boletim meteorológico.
No Norte, as máximas devem oscilar entre 28 °C e 32 °C, podendo ultrapassar 34 °C em áreas do extremo norte do Amazonas, noroeste do Pará e Roraima. As mínimas permanecem entre 22 °C e 24 °C.
O Nordeste deve enfrentar calor intenso, principalmente no leste do Ceará e em áreas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e nordeste da Bahia, onde os termômetros podem marcar 36 °C a 40 °C. A tendência é de leve queda nas temperaturas entre os dias 5 e 6 com o avanço das chuvas.
No Centro-Oeste, as máximas ficam entre 34 °C e 36 °C no oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, podendo chegar a 40 °C, especialmente no território sul-mato-grossense.
Para o Sudeste, o calor predomina no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, com máximas acima de 32 °C. Em contrapartida, São Paulo e o sul mineiro devem ter temperaturas mais amenas — entre 24 °C e 28 °C — influenciadas pelo tempo mais chuvoso.
O Sul será novamente destaque, com intensificação do calor e caracterização de onda de calor entre os dias 3 e 7 de fevereiro, mantendo temperaturas de 5 °C a 7 °C acima da média. As mínimas também seguem elevadas, exceto na serra catarinense, onde podem cair para 12 °C a 14 °C.
Impactos no agro exigem atenção
O cenário descrito pelo INMET reforça um ponto crucial para produtores rurais: o clima deve seguir como variável decisiva para o planejamento da safra e das atividades no campo. Chuvas volumosas podem favorecer culturas em fase de desenvolvimento, mas também elevar riscos de alagamentos, erosão e dificuldades operacionais.
Já a onda de calor no Sul aumenta a preocupação com estresse térmico em rebanhos, perda de umidade do solo e pressão sobre reservatórios, fatores que exigem manejo estratégico nas propriedades.
O INMET — órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária e representante do Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial — reforça que as previsões e avisos meteorológicos são atualizados diariamente em seus canais oficiais.
Tags: previsão do tempo, INMET, onda de calor, chuvas intensas, clima no Brasil, agroclima, meteorologia, produtores rurais, eventos extremos, clima fevereiro
VEJA TAMBÉM:
- Crédito rural a partir de 3% ao ano: empresa aposta em juros baixos para o produtor
- Cannabis Medicinal: Anvisa publica regras para cultivo; entenda quem pode plantar
- Uso de milho para etanol nos EUA aumenta 2% em dezembro, a 12,4 milhões de t
ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.