Onda de calor aumenta risco para lavouras e pecuária no Sul do Brasil

A persistência de temperaturas elevadas, por vários dias consecutivos, pode provocar impactos significativos as atividades agropecuárias.

A onda de calor que atua em parte da Região Sul do Brasil, até, pelo menos o próximo sábado (7) pode impactar lavouras e pecuária na região (veja o aviso aqui).

A persistência de temperaturas elevadas, por vários dias consecutivos, pode provocar impactos significativos as atividades agropecuárias, especialmente em áreas com déficit hídrico no solo. O calor pode aumentar o estresse térmico e hídrico em culturas e rebanhos.

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Impactos nas lavouras

As lavouras de soja em fase vegetativa podem apresentar envelhecimento precoce das folhas inferiores devido à deficiência hídrica e ao estresse térmico. Em várias áreas, culturas como milho, soja, feijão e arroz irrigado estão em fases críticas de florescimento e enchimento de grãos, com risco de falhas na formação dos grãos e redução da produtividade.

Pastagens e pecuária

A perda de umidade do solo reduz a qualidade das pastagens e limita o rebrote. Neste contexto, recomenda-se evitar o sobrepastejo para minimizar a perda de peso dos animais. Na pecuária, o calor intenso compromete o bem-estar, reduzindo o consumo alimentar dos bovinos e o ganho de peso, tornando essenciais práticas de manejo como a oferta de sombra e água contínua.

Previsão de tempo

Apesar de ligeira diminuição das temperaturas no final de semana, a tendência ao longo da próxima semana é de aumento das temperaturas em praticamente toda a Região Sul. Quanto ao armazenamento de água no solo, prevê-se moderada queda nos níveis de umidade nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com restrição hídrica mais intensa no extremo sul do Rio Grande do Sul, onde os percentuais devem ficar abaixo de 20% (Figura 1). Esse cenário de baixa disponibilidade hídrica, associado à persistência de temperaturas elevadas por vários dias consecutivos, pode agravar o déficit hídrico e reduzir a capacidade dos sistemas produtivos de suportar o estresse térmico, ampliando os impactos sobre as atividades produtivas nessas áreas (Figura 2a e 2b).

Figura1. Previsão de Armazenamento de Água no solo (%), entre os dias 05 e 09 de fevereiro.

Figura 2. Déficit hídrico no solo (barras azuis) e temperatura máxima (linha vermelha) em (a) Dionísio Cerqueira (SC) e (b) São Luiz Gonzaga (RS), observados entre os dias 01 e 04 de fevereiro e previsão para o período de 05 a 09 de fevereiro de 2026.

Fonte: Inmet

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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