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Na criação e/ou seleção das raças zebuínas, todas com cupim, vemos que essa peça anatômica realmente não é um órgão acessório do corpo dos animais, mas parte bem comungada com o restante do todo.
Por José Otávio Lemos – Há alguns dias atrás, um facebookiano, em um grupo, questionava se o cupim da espécie zebuína teria algum valor. Meu primeiro ímpeto foi para respondê-lo com a afirmativa segura, e educadamente, de que a Natureza não é idiota. Faz tudo com sabedoria e no tempo certo.
O cupim ou giba. de acordo com a Fenética, parte da Biologia que classifica os seres vivos por similaridade fenotípica, é um forte elemento para colocar os indivíduos com isso num mesmo grupo, a espécie Bos indicus ou Bos taurus indicus ou Bos primigenius namandicus – o Zebu
Essa peça anatômica é uma modificação natural do músculo romboide. A medida que vemos grupos com cupins não muito característicos (nos machos tem que ser em formato de castanha de caju e nas fêmeas mais arredondados), seguramente não estaremos com animais com “genética pura zebuína”.
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No verdadeiro Bos indicus, segundo os ensinamentos védicos, há uma veia no cupins chamada de Surya Ketu Nadi (Nadi). Exclusiva da espécie. Ela absorve todas as energias e radiações do sol, das estrelas, da lua e de outros corpos celestiais do universo e colocam-nas em produtos como leite, urina, excrementos. A giba do gado indiano, como uma antena de captação de energias positivas e que, na sequência, são distribuídas no corpo, na produção e ao redor do animal (em torno de 30 metros).
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O cupim está presente em todas as raças zebuínas: Nelore e Nelore Mocho, Guzerá, InduBrasil, Brahman, Gir, Sindi e Tabapuã.
O cupim é a reprodução do movimento de criação e expansão do universo.
Estão por aí várias repetições espalhadas disso também, como exemplos: o pavilhão auditivo humano e de outros seres, a distribuição dos pelos no corpo ou no crânio a partir de um ponto ou vários, a formação dos caramujos…Inclusive no movimento helicoidal do DNA. Mais ainda, na composição da nossa árvore genealógica.
A sequência geométrica e numeral estabelecida por essas manifestações semelhantes e iguais em diferentes partes de várias imagens é bem matemática – Números de Fibonacci. Os números de Fibonacci aparecem na natureza com frequência suficiente para provar que refletem alguns padrões que ocorrem simultaneamente.
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Dê uma boa olhada em si mesmo no espelho. Você notará que a maioria das partes do seu corpo segue os números um, dois, três e cinco. Você tem um nariz, dois olhos, três segmentos para cada membro e cinco dedos em cada mão. As proporções e medidas do corpo humano também podem ser divididas em termos da proporção áurea. As moléculas de DNA seguem essa sequência, medindo 34 angstroms longos e 21 angstroms de largura para cada ciclo completo da dupla hélice
Por que tantos padrões naturais refletem a sequencia de Leonardo Fibonacci (1170 – 1250)? Os cientistas ponderam essa questão há séculos.
Muitos dizem que, no nosso corpo, correntes helicoidais transportam no plasma partículas carregadas, brilhando como uma serpente luminoso-enroscada. E também este transporte acontece, quando partículas são aceleradas durante práticas mentais avançadas através de ondas eletromagnéticas irradiadas.
Na vivência da criação e/ou seleção das raças zebuínas, todas com cupim, vemos que essa peça anatômica realmente não é um órgão acessório do corpo dos animais, mas parte bem comungada com o restante do todo.
Durante muito tempo, o corte de carne chamado de cupim foi tratado com um certo desprezo. Pouco a pouco, os cozinheiros famosos (chefs) vão mostrando que se trata de um corte especial e, quando bem cozido e/ou assado tem um sabor inigualável. No Congresso Mundial Brahman 2016, na Austrália, um concurso gourmet com cupim. Sucesso e deleite para os que apreciaram os pratos lá preparados.
CUPIM
Peça anatômica modificada naturalmente do músculo romboide, nos machos tem que ser em formato de castanha de caju e nas fêmeas mais arredondados.
A forma com que a gordura é depositada entremeando o músculo rombóide nos leva a acreditar na reserva energética que permite as raças zebuínas enfrentarem bem as épocas de meio ambiente mais hostil, e os músculos do restante do corpo muito mais aptos para possibilitarem movimentos livres para distâncias maiores na busca de alimentos. A resistência desses “Bos” é bem maior que do Bos taurus taurus (Bos primigenius primigenius) e o Bos primigenius ophistocomus (o bovino africano), que chega mais próximo do Zebu. Por que? Ele é um fruto recente na evolução das espécies do cruzamento entre o Bos primigenius primigenius e o Bos primigenius namandicus.
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Sem o cupim, certamente, o Zebu não seria Zebu, e não se fixaria como elemento essencial na pecuária bovina mundial de hoje, na qual a maior parte dos produtos consumidos pela humanidade é de origem na espécie Bos primogenius namandicus pura ou em cruzamentos com a Bos primogenius primigenius ou com a Bos primigenius ophistocomus, que, como expressado anteriormente, já tem grande porcentagem da genética zebuína nela, portanto até a evidência do cupim. Fácil de ver na raça Boran, Africander e outras africanas.
Como muito bem escreveu William Shakespeare em Hamlet: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”
*O Zootecnista José Otávio Lemos, produtor rural, jurado e conselheiro técnico da ABCZ e diretor da JOL Empresa Múltipla Assessoria e Consultoria.