Os pesquisadores observaram a possibilidade de tornar mais assertiva as predições da exigência de energia para que pudesse ser utilizada a campo
Quando nos referimos à fisiologia do organismo animal, entendemos que ele necessita adquirir energia proveniente dos alimentos para sobreviver e realizar suas funções vitais, sendo a energia uma propriedade dos nutrientes, produto da oxidação dos alimentos durante o metabolismo.
Nas vacas leiteiras não é diferente, estas por si só, possuem demandas energéticas diferenciadas, visto que precisam se manter vivas (exigência de mantença); crescer, caso ainda seja uma primípara ou secundípara (exigência de crescimento); e produzir leite (exigência de lactação).
Porém a energia requerida precisa ser medida de alguma forma, por isso utiliza-se Mcal/kg como unidade de medida para atribuir valores às quantidades de energia que a vaca necessitará, para que seja possível realizar suas funções vitais, bem como as funções produtivas.
Na última edição do NRC (2021), os pesquisadores envolvidos observaram a possibilidade de tornar mais assertiva as predições da exigência de energia comparadas as realizadas usando as recomendações do NRC (2001), para que pudesse ser utilizada a campo, em uma recomendação para um rebanho comercial e produtivo, por exemplo.
Com foco principal em diminuir erros, assim como perdas de uma possível superestimação da quantidade de alimento que deverá ser ofertado para cada vaca.
Tendo em vista os desafios e objetivos citados anteriormente, vemos a utilização de conceitos base para a recomendação de exigência desta edição, como a energia líquida de lactação (ELL), amido e matéria orgânica residual (MOR), passando a fazerem parte dos cálculos de formulação de dietas e o NDT (nutrientes digestíveis totais) deixando de ser utilizado.
Existem duas rotas metabólicas para a obtenção de energia nos ruminantes, a primeira é o metabolismo microbiano, começando desde o momento que a vaca ingere o alimento ofertado com uma série de modificações e desvios da energia retirada do alimento no processo, até atingir a fração de energia usada para formular a dieta, assim como vemos na Figura 1, esquematizando a forma como é feita a conversão de EM para ELL segundo o NRC (2021).
Figura 1. Alterações na composição físico-química do alimento desde Energia Bruta até Energia Líquida para lactação (MORAES et al., 2015).
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Considerando as recomendações contidas no NASEM (2021), a base padrão para calcular as demandas energéticas de uma vaca leiteira, seja para mantença, gestação, lactação e crescimento/mudança no escore de condição corporal, recomenda-se usar a ELL, sendo que a mesma não serve apenas para estimar a exigência de lactação e sim todas as exigências que o animal possui.
Fonte: MilkPoint





