O desempenho nessa categoria foi sustentado pela demanda robusta no Hemisfério Ocidental, com destaque para o México.
São Paulo, 23 – As exportações de carne suína dos Estados Unidos encerraram o ano de 2025 com o segundo maior valor e o terceiro maior volume já registrados na história. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), compilados pela Federação de Exportação de Carnes dos EUA (USMEF), os embarques totalizaram 2,94 milhões de toneladas, volume 3% inferior ao recorde de 2024, enquanto a receita somou US$ 8,4 bilhões.
O desempenho nessa categoria foi sustentado pela demanda robusta no Hemisfério Ocidental, com destaque para o México, que pelo quinto ano consecutivo registrou volume recorde na compra do produto americano, atingindo 1,236 milhão de toneladas.
O presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom, apontou que o acesso livre de impostos em países parceiros de acordos comerciais é um fator fundamental para esse crescimento. Em contrapartida, as vendas para a China recuaram 21% em volume, pressionadas por tarifas retaliatórias e pela demanda lenta.
Já o setor de carne bovina enfrentou um cenário mais restritivo na temporada. As exportações totais caíram 12% em volume para 1,14 milhão de toneladas, com o faturamento recuando 11%, para US$ 9,33 bilhões. O principal entrave foi a perda de acesso ao mercado chinês, ocorrida em grande parte a partir de março de 2025 por causa de problemas no registro de plantas e suspensões técnicas.
Halstrom destacou que, embora a demanda global permaneça forte, a restauração total do acesso à China é imperativa para que as exportações bovinas voltem a operar em sua capacidade máxima. Sem considerar o mercado chinês, o recuo anual no volume exportado de carne bovina teria sido de apenas 3%. No segmento de cordeiro, as vendas de cortes musculares foram as maiores em mais de uma década, somando 2.765 toneladas.