
Entre janeiro e setembro Mato Grosso enviou para o mercado externo mais de 17,12 milhões de toneladas de milho, sendo que a China é responsável por mais 38% do volume comercializado, segundo Imea.
Em 2022, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no período de nove meses foram embarcadas 14,13 milhões de toneladas de milho. Já em 2023, entre janeiro e setembro, o estado de Mato Grosso enviou para o mercado externo mais de 17,12 milhões de toneladas de milho. O cereal brasileiro teve como destino cerca de 75 países – são 30 destinos a mais que no mesmo período em 2022. Somente para a China 3,8 milhões de toneladas foram enviadas, colocando os asiáticos como principal mercado do produto brasileiro.
Cabe lembrar que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador de milho do mundo, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), referentes à safra 2022/2023. Esse importante título coloca em evidência, mais uma vez, a grande potência agropecuária que é o país. Atualmente, a produção agropecuária brasileira é líder no mercado mundial em sete produtos, conforme mostrado aqui no Compre Rural.
Segundo os analistas, a crescente procura internacional pelo cereal, devido às condições climáticas adversas em grandes países produtores como Estados Unidos e Argentina, é uma das razões para esse estímulo. Esse fator é amplificado pela entrada da China no mercado brasileiro no final do último ano.
Segundo os dados divulgados pelo Imea nessa semana, em seu relatório semanal, a comercialização de milho para a safra 22/23 atingiu 71,84% da produção total, avanço de 6,51% quando comparado ao mês passado. Apesar da queda no preço médio comercializado do cereal de 2,41% em set/23 ante a ago/23, que fechou em R$ 36,94/sc, o avanço nas negociações se deu, principalmente, pela necessidade dos produtores em abrir espaço nos armazéns.
No que tange aos envios em setembro, a soma em Mato Grosso é de 3,54 milhões de toneladas de milho exportados. O volume é inferior as 5,41 milhões de toneladas de agosto, contudo superior as três milhões de toneladas de setembro de 2022.
Para a safra 23/24, as negociações chegaram a 10,54% da produção projetada, avanço de 2,63% no comparativo mensal. Esse incremento foi pautado pela melhora nos preços comercializados da safra futura, que exibiram alta de 5,31% ante a ago/23 e fecharam o mês anterior cotados na média de R$ 34,24/sc. Por fim, mesmo com o aumento, a safra futura continua atrasada em relação à média dos últimos cinco anos e do ano passado, diferença de 24,56% e 5,97%, respectivamente.
China segue como líder na compra de milho em Mato Grosso
De acordo com a Secex, as exportações de milho em Mato Grosso ficaram em 11,85 mi de t, no
acumulado da safra 22/23 até set/23. Isso representa acréscimo de 10,49% quando comparado com o mesmo período da safra 21/22 (jul a set), que fechou em 10,72 milhões de toneladas. Esse incremento nos envios para o mercado internacional foi pautado, pelo aumento da demanda no mercado externo e a maior demanda da China para a temporada 22/23.

No que se refere aos principais compradores do milho mato-grossense da safra 22/23, os países asiáticos
ficaram em destaque, principalmente a China e o Japão tiveram participação de 38,88% e 10,60% do
total exportado do estado, no período analisado (acumulado de jul a set), respectivamente.
Diante desse cenário de envios aquecidos do cereal, o Imea projetou que serão exportados para o exterior 31,23 milhões de toneladas para a safra 22/23, elevação de 18,21% quando comparado com a
safra passada.
Brasil se mantém na liderança mundial de exportação de milho em 2023
Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil se mantém na liderança de milho em 2023. No período de janeiro a agosto deste ano, o Brasil exportou 25,22 milhões de toneladas da commodity para o mundo, sendo que 103 países receberam o cereal, principalmente os asiáticos.
No mesmo período do ano passado, o país exportou apenas 17,84 milhões de toneladas de milho, indicando uma elevação de 40% nos envios para o mercado internacional. Entre janeiro e agosto de 2022, o cereal teve como destino 74 países, segundo números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Um dos principais fatores para o crescimento da exportação do milho brasileiro é o preço em baixa. Na última terça-feira (12), a saca de 60 quilos do cereal, no Mato Grosso, encerrou o dia cotado a R$35,96. O valor é abaixo dos R$ 63,86 praticados há exatos nove meses, em 12 de janeiro.
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