Mosaic vai paralisar operações de fosfato no Brasil

A Mosaic vendeu sua mina de potássio Taquari-Vassouras e paralisou a unidade de mineração de fosfato Patos de Minas, em 2025.

A Mosaic anunciou nesta quarta-feira que vai paralisar duas unidades de fosfato no Brasil, cortar empregos e reduzir a produção anual em cerca de 1 milhão de toneladas, como parte de seus esforços para conter custos, realocar capital e buscar a venda de ativos.

A empresa norte-americana iniciará a paralisação e desmobilização de seu Complexo de Mineração e Química Araxá e atividades de mineração relacionadas em seu Complexo Patrocínio, o que levará à redução da força de trabalho em ambos os locais.

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A Mosaic não divulgou quantos funcionários serão afetados.

O Brasil é um importante polo de produção para a Mosaic, que vem reduzindo seu portfólio e investimentos após períodos de excesso de oferta que impactaram negativamente os mercados de fertilizantes e seus lucros.

A Mosaic vendeu sua mina de potássio Taquari-Vassouras e paralisou a unidade de mineração de fosfato Patos de Minas, em 2025.

A empresa planeja buscar a venda de seus ativos em Araxá, enquanto continua o desenvolvimento de um projeto separado de nióbio em Patrocínio.

“Acreditamos que paralisar as instalações e buscar uma possível venda seja o caminho certo a seguir”, disse Bruce Bodine, CEO da Mosaic, na quarta-feira. “Essa decisão reflete o foco contínuo da Mosaic na disciplina em relação à alocação de capital e aos retornos.”

O impacto no lucro operacional ajustado deverá ser limitado, informou a empresa.

Após a conclusão de um possível acordo, a Mosaic espera que o investimento anual diminua em cerca de US$20 milhões a US$30 milhões, com as despesas operacionais projetadas para cair em aproximadamente US$70 milhões a US$80 milhões.

A empresa espera registrar uma despesa antes dos impostos entre US$350 milhões e US$400 milhões no primeiro trimestre de 2026.

Fonte: Reuters

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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