Pioneiro da ABCZ e referência na seleção de Gir Leiteiro, o criador deixa um legado histórico ao consolidar a trajetória de Edgard Ramos e a raça Tabapuã no Rio de Janeiro e no agronegócio nacional.
O agronegócio fluminense perdeu, no último sábado (7), um de seus maiores expoentes e visionários. Faleceu Edgard Ramos da Silva Rego Júnior, o pecuarista que introduziu a raça Tabapuã no Rio de Janeiro e consolidou a genética zebuína como um pilar econômico e produtivo para o estado.
Reconhecido por sua dedicação técnica, Edgard era membro ativo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) desde março de 1998. Ao longo de quase três décadas de associação, ele não apenas acompanhou a evolução do setor, mas foi o protagonista que abriu as fronteiras fluminenses para o Zebu, transformando a pecuária local com foco em seleção e qualidade.
A trajetória pioneira de Edgard Ramos e a raça Tabapuã no Rio de Janeiro
A história de Edgard Ramos se confunde com o desenvolvimento genético do gado de corte e leite no Sudeste. Ele entrou para a história como o primeiro criador a apostar na raça Tabapuã em solo fluminense, demonstrando o potencial de precocidade e rusticidade desses animais em um mercado até então pouco explorado para essa linhagem.
Além do sucesso no gado de corte, o pecuarista também se tornou uma referência indiscutível na produção de leite. Através de um criterioso trabalho de seleção com a raça Gir Leiteiro, Edgard Ramos elevou os padrões de produtividade da região, unindo tradição e modernidade no manejo animal.
Legado genético: Edgard Ramos e a raça Tabapuã no Rio de Janeiro
A importância de seu trabalho motivou uma nota oficial de pesar da ABCZ, que manifestou profunda solidariedade aos familiares e amigos, ressaltando o papel fundamental do criador para o fortalecimento da pecuária nacional.
A despedida final ocorreu nesta segunda-feira (9), no Rio de Janeiro, com o velório realizado na Capela Memorial do Crematório Memorial do Carmo. O setor produtivo agora se despede fisicamente do homem, mas mantém vivo o legado de Edgard Ramos e a raça Tabapuã no Rio de Janeiro, que continuará rendendo frutos nas próximas gerações de criadores.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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