Mesmo sob estresse abiótico, áreas de soja no MT mantêm produtividade com uso de tecnologia

Roteiro técnico promovido pela Elicit Plant Brasil avaliou lavouras em diferentes regiões do estado na última semana.

O Soybean Tour Brazil, iniciativa promovida pela Elicit Plant, realizou na última semana um roteiro técnico por diferentes regiões do Mato Grosso, com passagens por áreas de produção de soja, propriedades rurais, áreas experimentais e empresas do setor. A programação teve como foco observar o comportamento das lavouras em uma safra marcada por oscilações climáticas ao longo do desenvolvimento da cultura.

O percurso incluiu passagens por Sorriso, Vera, Nova Mutum, Diamantino, Cuiabá, Campo Verde, Primavera do Leste, Itiquira e Rondonópolis. Ao longo da semana, foram avaliadas lavouras em distintos estágios, com variações de manejo, histórico climático e níveis de pressão de doenças, permitindo uma leitura comparativa do desempenho das plantas.

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Segundo o responsável pelas operações da Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, as visitas evidenciaram lavouras com boa estrutura vegetativa e sustentação da carga reprodutiva, mesmo diante de um cenário irregular. “Em diferentes situações, foi possível observar plantas com vagens bem formadas e enchimento uniforme ao longo dos terços, inclusive em áreas que enfrentaram períodos de estresse durante o desenvolvimento”, afirmou.

De acordo com Sulzbach, o trajeto técnico também possibilitou comparar respostas das plantas sob diferentes estratégias de manejo. “Em contextos de maior pressão de doenças, chamou atenção a preservação da área foliar e a capacidade das plantas de sustentar a carga produtiva até fases mais avançadas”, explicou.

O gerente de desenvolvimento da Elicit Plant Brasil, Karol Czesluniak, destacou que a safra apresentou uma sequência de fatores adversos ao pleno desenvolvimento da cultura. “O início foi marcado por déficit hídrico, seguido por excesso de chuvas e períodos prolongados de baixa luminosidade, além de variações de temperatura. Esse conjunto de condições impõe desafios fisiológicos importantes à planta”, comentou.

Segundo Czesluniak, a resposta da soja a esse cenário está diretamente relacionada à eficiência dos processos metabólicos ao longo do ciclo produtivo. “Quando a planta consegue manter equilíbrio fisiológico mesmo sob estresse, o reflexo aparece no enchimento de grãos e na estabilidade da produtividade”, afirmou.

Durante o roteiro, uma das tecnologias acompanhadas nas áreas visitadas foi o Elizon, produto à base de fitoesteróis, moléculas naturais extraídas de plantas que atuam induzindo o metabolismo vegetal a suportar estresses. A tecnologia tem sido utilizada com o objetivo de auxiliar a planta a atravessar períodos de estresse relacionados à água, à luz e à temperatura.

Com base em avaliações comparativas conduzidas ao longo de diferentes safras, segundo Czesluniak, lavouras que utilizaram a tecnologia apresentaram incremento médio de aproximadamente cinco sacas por hectare, o que representa ganhos na ordem de 7% a 8%, a depender das condições de manejo e ambiente.

Após a etapa em Mato Grosso, o Soybean Tour Brazil tem continuidade nesta semana com novas agendas técnicas nos estados de São Paulo e Paraná, ampliando o acompanhamento da safra em diferentes regiões produtoras do país.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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