Mapa se reúne com bancos e instituições parceiras do Caminho Verde Brasil

Gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Eco Invest é um dos mecanismos de financiamento do Caminho Verde Brasil.

O Ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, participou, na terça-feira (7), em São Paulo, da 2ª reunião do grupo de trabalho (GT) do 2º leilão do Eco Invest Brasil.

Gerido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Eco Invest é um dos mecanismos de financiamento do Caminho Verde Brasil. Na primeira fase do programa, foram destinados R$ 30,2 bilhões, com previsão de restauração de até 3 milhões de hectares de áreas degradadas.

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Representando o Mapa, a assessora do programa, Vanessa Pereira, destacou a transformação promovida pela iniciativa no setor agropecuário. “É uma mudança cultural do setor. Quanto mais sustentável o agronegócio se tornar, maior a produtividade e a rentabilidade. O programa qualifica o produtor para conquistar mercados mais exigentes enquanto cuida da natureza. Ganha o produtor, ganha o país e ganha o meio-ambiente”, afirmou.

Organizado pela STN, com apoio do Mapa, da Embrapa, da Inovação Financeira para Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o encontro reuniu cerca de 70 participantes. O objetivo foi orientar os bancos habilitados no leilão sobre regras e procedimentos do programa, além de avaliar sugestões de aprimoramento apresentadas pelas instituições financeiras.

O coordenador do Eco Invest, Mário Gouveia, destacou a propositiva dos bancos e dos stakeholders do processo. “O propósito deles é encontrar soluções e acelerar a execução do programa. Nas dúvidas e sugestões não havia nada intransponível, nada que descaracterizasse a política. Saio da reunião com uma visão bem positiva de que os bancos vão concluir as etapas dentro do prazo”, disse.

O Itaú Unibanco foi a primeira instituição a formalizar contrato no âmbito do Caminho Verde Brasil. O projeto, voltado à restauração de área degradada no Mato Grosso do Sul, encontra-se em fase avançada de execução. O superintendente de sustentabilidade do banco, Fábio Guido, ressaltou a importância da agenda. “Quando mostramos para o cliente que a prática ambiental não é uma barreira, mas que vai impulsionar o negócio dele, ele vem com a gente. Essa é uma agenda que olha para a frente, para uma produção mais sustentável, que atende aos requisitos internacionais”, explicou.

Para o gerente de soluções da Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, Guilherme Galvani, a reunião contribuiu para uniformizar o entendimento das regras do Eco Invest. “Estamos muito satisfeitos com a reunião. Unir a atividade produtiva com a sustentabilidade é muito importante, é o futuro”.

A representante da IFACC, Raquel Costa, avaliou positivamente o encontro. “O programa traz um nível mais elevado de requisitos socioambientais e as dúvidas sobre os procedimentos são normais. Conseguimos sanar as mais de 50 questões apresentadas neste diálogo com os bancos. Com isso, acreditamos que o processo de desembolso acontecerá de forma mais célere”, disse.

Participaram da reunião os dez bancos habilitados: Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, BTG Pactual, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco Votorantim, Rabobank e Safra.

Mapa se reúne com bancos e instituições parceiras do Caminho Verde Brasil
Foto: Divulgação

Compromisso com o desenvolvimento sustentável

Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como meta restaurar até 40 milhões de hectares de terras degradadas em todo o país, com foco na adoção de sistemas produtivos sustentáveis.

A iniciativa busca conciliar segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental, reforçando o protagonismo do Brasil na agenda global da agricultura sustentável.

Fonte: MAPA

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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