Manejo estratégico: regulação de porte na soja deve começar antes do plantio para garantir teto produtivo

O procedimento ajuda a combater o estiolamento excessivo e o consequente acamamento das plantas

O avanço da biotecnologia e a busca por produtividade cada vez mais elevada na cultura da soja trouxeram um desafio técnico que exige atenção redobrada do produtor: o controle do crescimento vegetativo. A regulação de porte, muitas vezes vista apenas como uma intervenção de emergência, é na verdade uma estratégia estrutural que deve ser planejada muito antes da semente chegar ao solo.

O objetivo central deste manejo é combater o estiolamento excessivo e o consequente acamamento das plantas, fenômenos que dificultam a colheita, favorecem o surgimento de doenças por falta de aeração no baixeiro e podem reduzir drasticamente a conversão de energia em grãos.

De acordo com Vinícius Marangoni, Gerente de Portfólio da Nitro, a estruturação da planta é um processo contínuo que depende de uma série de decisões integradas. Ele explica que a regulação de porte e a arquitetura ideal da lavoura começam a ser desenhadas no momento da escolha da genética adequada para a área, o que dita o hábito de crescimento, e na definição da densidade populacional, ajustando o número de plantas por metro para evitar a competição por luz.

Para o especialista, o manejo da fertilidade é a base desse equilíbrio, exigindo a construção de um perfil nutricional que sustente o desenvolvimento sem estimular um crescimento desordenado que comprometa a estabilidade física da planta.

A eficácia da regulação de porte reside na capacidade de harmonizar os processos fisiológicos da soja. Quando o produtor utiliza ferramentas de regulação de crescimento em conjunto com um manejo nutricional e biológico eficiente, ele permite que a planta direcione seus fotoassimilados para a formação de estruturas reprodutivas em vez de investir energia apenas em altura. Isso combate diretamente o sombreamento das folhas inferiores, garantindo que as vagens do baixeiro não sejam abortadas e que a aplicação de defensivos tenha uma penetração muito mais eficiente na massa foliar.

Marangoni ressalta que essa ferramenta, embora ainda pouco utilizada por grande parte dos agricultores, é o diferencial para que a lavoura expresse o máximo do potencial que a genética pode entregar. O manejo vai desde o plantio até o enchimento de grãos, passando por uma visão sistêmica onde o equilíbrio hormonal e nutricional determina o sucesso da safra. Ao final do ciclo, uma planta com porte regulado apresenta o caule mais robusto e maior engalhamento, resultando em produção de mais vagens e grãos e, consequentemente, em uma maior produtividade e rentabilidade.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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