Pioneiro do Nelore e referência na genética bovina, Luciano Borges Ribeiro deixa um legado que transformou gerações da pecuária nacional
A pecuária brasileira recebeu com pesar, na tarde desta segunda-feira (06), a notícia da morte de Luciano Borges Ribeiro, aos 78 anos. Nascido em 20 de agosto de 1947, o pecuarista e selecionador deixa uma trajetória marcada por pioneirismo, visão e um legado incontestável no melhoramento genético da raça Nelore.
À frente do Rancho da Matinha, Luciano construiu muito mais do que um criatório: edificou uma das bases mais sólidas da pecuária seletiva nacional. Seu trabalho foi decisivo na produção de touros de central, contribuindo diretamente para a difusão de genética superior em todo o Brasil. Com seleção criteriosa, foco em eficiência produtiva e consistência de resultados, ajudou a moldar o padrão moderno da raça, elevando o nível da pecuária nacional.
O Rancho da Matinha tornou-se sinônimo de qualidade genética e referência para criadores de todo o país. Ao longo de décadas, o projeto liderado por Luciano Borges Ribeiro impactou rebanhos, formou profissionais e influenciou gerações de selecionadores. Sua atuação não apenas fortaleceu o Nelore, mas também impulsionou a competitividade e a rentabilidade da atividade pecuária brasileira.
Em comunicado, o Rancho da Matinha destacou a dimensão humana e visionária de seu fundador. Mais do que criador, Luciano foi descrito como “o coração por trás de tudo”, um homem que acreditava nas pessoas, investia, ensinava e transformava vidas. Ao longo de 50 anos de história, construiu um legado que ultrapassa os limites da fazenda e se mantém vivo em cada profissional e criador que teve contato com sua trajetória.
As homenagens vindas do setor reforçam a dimensão de sua contribuição. Em nota, a Terra Pecuária ressaltou que Luciano “escreveu sua história com trabalho, visão e dedicação ao melhoramento genético do Nelore”, destacando sua capacidade de enxergar à frente do seu tempo e sua influência direta na evolução da pecuária.
Já a JBJ Genetics enfatizou o papel estruturante de sua atuação, classificando-o como uma referência na pecuária seletiva nacional, cuja contribuição ajudou a formar bases sólidas para diversos projetos genéticos no país. Seu trabalho, segundo a empresa, serviu de inspiração e fundamento para novas iniciativas no setor.
Entre as despedidas mais emocionantes, o zootecnista Guilherme Marquez relembrou episódios pessoais que traduzem o caráter humano de Luciano. Em seu relato, destacou não apenas o profissional admirado, mas o amigo presente, generoso e incentivador, capaz de transformar momentos difíceis em esperança — uma marca que vai além da genética e se firma na memória afetiva de quem conviveu com ele.
A morte de Luciano Borges Ribeiro representa uma perda irreparável para a pecuária brasileira. Mais do que números, genética ou resultados, ele deixa um exemplo de dedicação, visão e compromisso com a evolução do campo.
O velório acontecerá no Memorial Parque Uberaba.
Hoje, ficam a saudade e o reconhecimento. E, acima de tudo, a certeza de que seu legado seguirá vivo, presente em cada rebanho melhorado, em cada genética disseminada e em cada história que ajudou a construir.
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