A entidade defendeu ampliação da capacidade portuária e ajustes operacionais para reduzir o gargalo logístico no pico da colheita, conforme nota divulgada.
São Paulo, 24 – A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) informou, nesta segunda-feira (23), ter identificado fila de cerca de 25 quilômetros de caminhões carregados com soja no acesso aos terminais de Miritituba, no Pará, principal corredor de escoamento da safra mato-grossense pelo Arco Norte. A entidade defendeu ampliação da capacidade portuária e ajustes operacionais para reduzir o gargalo logístico no pico da colheita, conforme nota divulgada.
Segundo a Famato, a constatação ocorreu durante visita técnica da comitiva Estradeiro BR-163, formada por presidentes de 20 sindicatos rurais, que percorreu cerca de 30 quilômetros entre a região do km 30 da rodovia e os portos de transbordo. De acordo com a entidade, caminhoneiros relataram longas esperas para triagem e descarregamento, além de ausência de estrutura básica ao longo da fila.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou, em nota, que “não é possível enfrentar uma fila gigante como esta de caminhões aguardando para fazer triagem, para descarregar” e que a situação “não tem lógica”. Ele pediu atuação conjunta dos governos de Mato Grosso e do Pará e dos ministérios da Agricultura e dos Transportes. “Faço um apelo para os nossos representantes para unir forças. Precisam vir aqui ver de perto essa demanda para trazer soluções”, disse. Motoristas ouvidos pela entidade também relataram dificuldades.