Isso porque a Coreia do Sul, novo mercado brasileiro, permite somente a entrada de carne suína e bovina de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Anúncio acata demandas antigas dos frigoríficos exportadores.
Após a passagem da comitiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) pela Coreia do Sul, o ministro Carlos Fávaro anunciou, por meio de suas redes sociais, que a Coreia do Sul fará uma auditoria, em novembro, na produção brasileira de suínos e bovinos em áreas livres de febre aftosa sem vacinação em novembro. Além disso, o país asiático deve aceitar a medida de regionalização em relação à gripe aviária no Brasil.
“Uma coisa que buscávamos há anos. Isso poderá abrir o mercado do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Rondônia, do Acre e de outros Estados brasileiros. A auditoria já está confirmada pelo governo da Coreia do Sul e tenho certeza que ampliaremos os negócios com eles”, disse Fávaro, em vídeo nas redes sociais, após finalizar a missão ao país.
Hoje, o Brasil não exporta carne bovina para a Coreia do Sul, enquanto a exportação de carne suína brasileira é restrita à proteína proveniente de Santa Catarina. Tanto a abertura para carne vermelha quanto a ampliação para a proteína suína são demandas antigas dos frigoríficos exportadores.
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde Animal concedeu esse status aos Estados de Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso, mas ainda falta o reconhecimento da condição pelas autoridades sul-coreanas.
O ministro afirmou também que o país asiático reconheceu a regionalização para eventuais casos de gripe aviária em plantéis comerciais. O protocolo prevê que, em eventual contaminação do plantel comercial, apenas a produção do Estado fica restrita de ser comercializada e não a do País como um todo.
“É um grande avanço e nos permite ter tranquilidade de continuar fornecendo à Coreia do Sul com muita fluidez”, disse Fávaro.
Brasil bate recorde em exportação de carne bovina em 2023
O Brasil bateu recorde no volume de carne bovina in natura exportado no primeiro semestre de 2023 conforme divulgado, nesta quinta-feira (6), no boletim de mercado do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O resultado foi o segundo maior da história para o período na série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
Mesmo com a suspensão entre fevereiro e março, dos embarques do produto à China – maior destino da proteína brasileira -, as exportações de janeiro a junho deste ano totalizaram 882,67 mil toneladas, 5,33% inferior ao recorde registrado no mesmo período em 2022 e 13,54% superior ao de 2020, até então o segundo melhor desempenho nas exportações de carne.
Se por um lado o volume escoado vem apresentando tendência de alta, o preço pago pela carne nacional vem caindo. “Em junho, a média foi de US$ 5.054,1/tonelada, recuo de 0,88% frente ao de maio e 26% abaixo do de junho/22”, apontam números da Secex.
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