A norte-americana Trans Ova, líder mundial na produção de embriões bovinos, vai iniciar suas atividades no país em setembro, enquanto a comercialização ficará a cargo da Alta, líder em melhoramento genético bovino, com quase 35% do mercado nacional
Segmento que movimenta milhões de dólares todos os anos, o mercado nacional de embriões bovinos acaba de ganhar um competidor de peso, a norte-americana Trans Ova, líder mundial do setor com 70% de participação no mercado de embriões nos EUA. A empresa vai iniciar suas atividades no país em setembro, produzindo embriões, enquanto a comercialização ficará a cargo da Alta, líder em melhoramento genético bovino, com quase 35% do mercado nacional, conforme dados da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial).
A Alta Brasil anunciou que a Trans Ova, reconhecida mundialmente como líder em embriões, fertilização in vitro (FIV) e clonagem bovina, iniciará suas operações nas instalações da empresa em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Com laboratórios e equipamentos avançados, a unidade de Uberaba irá integrar as tecnologias de Fertilização In Vitro (FIV) e Transferência de Embriões (TE), reforçando a posição de destaque da Trans Ova no mercado global.
Para o diretor da Alta Brasil, Heverardo Carvalho, a chegada da Trans Ova vai representar a abertura de novos caminhos para a pecuária nacional. “Somos sócios dessa nova operação e temos muito orgulho em dizer que iremos comercializar para o criador brasileiro o que existe de melhor e mais confiável em todo o mundo quando o assunto é embrião. A união do know-how e da liderança da Alta com a qualidade que a Trans Ova oferece vai revolucionar nosso mercado”, afirma.
Ainda segundo Carvalho, o mercado brasileiro de embriões tem um potencial imenso para crescer ainda mais nos próximos anos. “Hoje, o Brasil só fica atrás dos EUA em termos de produção. Em 2022, mais de 538 mil embriões foram produzidos em nosso país. E, o lado positivo é que esse segmento ainda tem muito a se expandir”, comemora.
O primeiro laboratório da Trans Ova no Brasil ficará dentro das instalações da Central Alta Genetics, em Uberaba (MG). “Estamos trazendo um novo parâmetro de qualidade para o mercado nacional e com o apoio da Alta, temos certeza que iremos levar para todo o Brasil, o que há de melhor e seguramente, o que hoje existe de mais confiável no segmento de embriões”, comenta a gerente de Negócios da Trans Ova no Brasil, Namíbia Teixeira.

Líder do mercado norte-americano de produção de embriões, a empresa pretende praticamente dobrar sua produção nos próximos anos, é o que explica a chefe de Integração da Trans Ova nos EUA, Katie Jauert Jess, que está no Brasil fazendo o lançamento da empresa. “Em 2024, devemos produzir em torno de 650 mil embriões nos EUA. A longo prazo, a expectativa é expandir o mercado e produzir 1,2 milhão de embriões até 2030”.
Técnicos brasileiros treinados nos EUA
Os técnicos e veterinários da Trans Ova que atuarão no país passaram por treinamentos nos Estados Unidos, explica o gerente de Mercado da Alta, Tiago Carrara. “Esses profissionais acompanharam os procedimentos realizados pelos veterinários norte-americanos nas fazendas dos clientes, para entender a nova tecnologia que será aplicada com toda a excelência já reconhecida pelos criadores”, comenta.

Segundo Carrara, esse modelo de sucesso já levado à frente nos EUA será replicado no Brasil na íntegra. “Todos os processos da Trans Ova são diferenciados, não à toa a empresa é líder global do seu segmento. Vamos contar com esse modelo já testado e comprovado para replicar o mesmo êxito também no Brasil”, finaliza.
Desde 2022, a Trans Ova pertence ao Grupo URUS, holding líder mundial em melhoramento genético bovino, da qual a Alta também faz parte.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98. Golden Tempo superou os favoritos em Churchill Downs, venceu como azarão e fez Cherie DeVaux se tornar a primeira mulher treinadora campeã do Kentucky Derby. Projeto bilionário em Villeta promete produzir fertilizante nitrogenado com hidrogênio verde, usando energia renovável ligada a Itaipu, em um movimento que pode mudar a segurança alimentar da América Latina. Como tradição, ciência e regulação se cruzam na construção de uma nova categoria de produtos – com compostos bioativos, incluindo a cannabis, e onde começam os limites dessa proposta. Continue Reading Temperos, cannabis e bebidas funcionais: limites entre evidência e narrativa O painel contribui para a clareza e a padronização dos dados, além de oferecer suporte às atividades de regulação, monitoramento e tomada de decisão. Continue Reading Mapa lança novo Painel BI de Produtos Veterinários Biológicos A medida busca facilitar a compra de veículos com juros mais baixos que os praticados no mercado, ao mesmo tempo em que impõe critérios ambientais e de produção nacional. Continue Reading Mdic define regras para crédito de R$ 21,2 bi do Move Brasil O ministro André de Paula visitará a unidade do Inmet no estado para a implementação das 98 novas Estações Agrometeorológicas Automáticas. Golden Tempo cala favoritos, vence o Kentucky Derby e leva treinadora ao topo do turfe dos EUA
Paraguai quer usar Itaipu para fabricar fertilizante verde – com investimento de US$ 665 milhões
Temperos, cannabis e bebidas funcionais: limites entre evidência e narrativa
Mapa lança novo Painel BI de Produtos Veterinários Biológicos
Mdic define regras para crédito de R$ 21,2 bi do Move Brasil
No Rio Grande do Sul, ministro André de Paula apresenta nova rede de estações meteorológicas e entrega investimentos para o agro





