‘Laticínios não conseguem repassar alta do preço pago ao produtor’; A perspectiva é de melhora nas cotações, mas há hesitação nas duas pontas da cadeia de suprimento, de acordo com o Rabobank. Confira!
Os preços ao produtor de lácteos estão em alta nas principais regiões produtoras do mundo, mas a capacidade dos laticínios de repassar esse aumento ao longo da cadeia de suprimentos até o consumidor representa um desafio, diz o Rabobank em relatório trimestral sobre o setor. Segundo o banco, boa parte do mundo está se recuperando de, passando por ou prestes a entrar em algum grau de recessão.
Produtores de lácteos em todo o mundo vinham esperando nos últimos anos que os preços voltassem aos níveis de 2014. Agora que o mercado está se aproximando desses níveis, há incertezas sobre a capacidade dos consumidores de absorver esses aumentos, diz o banco.
A perspectiva é de melhora dos preços ao produtor, mas há hesitação nas duas pontas da cadeia de suprimento, de acordo com o Rabobank. Apesar da melhora dos preços, muitos produtores devem enfrentar dificuldade para expandir rapidamente seus rebanhos, diz o banco.
Em algumas regiões, essas limitações são regulatórias; em outras, econômicas. Na União Europeia, por exemplo, regulamentações ambientais são um dos obstáculos para a expansão do rebanho leiteiro. Por isso, o banco estima que a produção de leite na região deve ter um crescimento modesto em 2020, mesmo em relação à fraca base de comparação do ano anterior.
No Brasil, laticínios enfrentaram dificuldades em 2019, com preços mais altos ao produtor e fraca demanda, que impediu o repasse das altas aos produtos finais, destaca o banco. Produtores brasileiros devem começar 2020 com margens mais apertadas e menos incentivo para investir, por causa dos custos mais altos de ração.
- Catuaí Vermelho ou Amarelo? O guia definitivo para não errar na escolha da sua próxima muda
- Centopeia no café é praga? Saiba como identificar e as melhores formas de controle
- Por que dizem que as galinhas “entram em greve” na Quaresma? Descubra o motivo real
- Pecuária brasileira aposta em produtividade, inclusão e transparência para responder às mudanças no consumo global de carne bovina
- Emirados Árabes investem bilhões em tecnologia agrícola para garantir alimentos usando o deserto
O Rabobank acredita que a demanda chinesa vai continuar crescendo no ano que vem, embora de maneira mais lenta no primeiro semestre devido aos amplos estoques e à base de comparação mais forte.
A produção de leite nas sete principais regiões produtoras do mundo deve continuar crescendo 1% ou um pouco menos nos próximos trimestres na comparação anual, até o primeiro trimestre de 2021, prevê o banco.
Fonte: Canal Rural