Segundo analista da Clima Rural, os efeitos da La Ninã estão perdendo a força e soja pode ter safra cheia; Confira os detalhes abaixo!
O climático La Niña está perdendo força e deve ter efeitos mais brandos na safra de verão, segundo dois especialistas em clima. “A soja está entrando agora no período de florescimento e, se janeiro e fevereiro não anteriores tão secos como é a indicação dos modelos meteorológicos europeus, ainda acredito em safra cheia”, diz o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.
Ele trabalha com uma estimativa de supersafra de 132 milhões de toneladas, 3 milhões menor que sua previsão anterior. A queda se explica pela perda do potencial produtivo das lavouras devido ao tempo seco em setembro e outubro.
Patricia Madeira, diretora de meteorologia da Climatempo, não faz previsão de volume de safra, mas diz que como são boas. “O La Ninã está estabelecido, mas a chuva começou a aumentar no sul do Brasil, o que é contra os critérios do, fenômeno que indica tempo seco no sul e chuvas irregulares no Nordeste.”
- ALERTA: Onda de calor chega com 40°C e chuva forte nesta semana; veja as regiões
- Winter Storm Fern: Tempestade “histórica” com neve atinge os EUA e acende alerta no agro
- Café futuro derrete e fica R$ 210 abaixo do físico; produtor recua nas vendas antecipadas
- Gigantes inauguram na China granja mais tecnológica do mundo com 1.000 matrizes; vídeo
- Soja sob ataque: doenças crescem e preocupam produtores; monitoramento é fundamental
Ela diz que o fenômeno deve perder efeitos no final de dezembro. “A região sul terá água suficiente para a agricultura em dezembro e janeiro. Já no Nordeste, a chuva vai ficar abaixo da média, o que deve acarretar uma situação menos favorável do que a da última safra. ”
A falta de chuvas na época do plantio levou consultorias de agronegócio a reduzirem suas projeções de safra da soja, ficando entre 130 milhões e 135 milhões de toneladas, com aumento de área de 3% a 6%. Em seu levantamento de novembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou 134.953 milhões de toneladas, um acréscimo de 10.109 milhões de toneladas em relação à safra 2019/20.
Fonte: Globo Rural