Com o café no topo do ranking, inflação de 2025 reflete os severos impactos climáticos nas safras brasileiras e pressiona o orçamento doméstico
O fechamento dos dados inflacionários traz um alerta para o consumidor brasileiro: o prato feito ficou significativamente mais caro. Segundo o levantamento oficial do IPCA: Veja a lista dos alimentos que mais encareceram no último ano, divulgado pelo IBGE, a carestia dos alimentos básicos foi impulsionada por gargalos produtivos iniciados ainda no ciclo anterior.
O relatório aponta que o setor de “Alimentação e Bebidas” sofreu com a irregularidade das chuvas e temperaturas extremas ao longo de todo o ano de 2025.
O peso do café no IPCA: Veja a lista dos alimentos que mais encareceram no último ano
O item que mais castigou o bolso do trabalhador foi, sem dúvida, o café. O café solúvel registrou uma valorização recorde de 27,46%, liderando a lista das maiores altas. Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, explica que esse fenômeno é reflexo direto da safra de 2024, cujos efeitos se estenderam por 2025. Naquele período, a florada dos cafezais teve baixa qualidade, resultando em frutos menores e grãos com defeitos, o que reduziu a oferta de café verde e encareceu o produto final nas prateleiras.
Além do solúvel, o café moído (23,47%) e o cafezinho consumido fora de casa (13,10%) também figuram entre os maiores aumentos, consolidando a crise do grão como o principal fator de pressão inflacionária no ano.
Clima extremo e a lista dos alimentos que mais subiram
A análise detalhada do IPCA: Veja a lista dos alimentos que mais encareceram no último ano revela que o clima não poupou o setor de hortifrúti. O pimentão, com alta de 22,49%, sofreu com a instabilidade climática nas áreas de cultivo, alternando entre secas prolongadas e tempestades.
Abaixo, veja os 10 itens que mais subiram de preço em 2025:
- Café Solúvel (27,46%): Reflexo da quebra de safra e menor oferta de matéria-prima.
- Café Moído (23,47%): Alta do grão verde impactando o produto processado.
- Pimentão (22,49%): Danos causados por excesso de chuva e períodos de estiagem.
- Manga (15,94%): Queda de produtividade devido a ondas de calor.
- Batata-doce (15,67%): Prejuízos nas lavouras que reduziram a disponibilidade no mercado.
- Mamão (15,01%): Escassez de frutas com padrão de qualidade nas regiões produtoras (BA/ES).
- Mandioca (14,69%): Perdas no campo aliadas ao menor interesse de plantio pelos produtores.
- Cafezinho (13,10%): Repasse de custos de insumos e serviços de preparo.
- Coentro (7,71%): Alagamentos no Sudeste que dizimaram plantações de campo aberto.
- Melão (5,64%): Altas temperaturas afetando a qualidade e logística da fruta.
Impacto nas folhosas e logística
O IPCA: Veja a lista dos alimentos que mais encareceram no último ano também destaca a vulnerabilidade das hortaliças.
O coentro, por ser cultivado majoritariamente em campo aberto, sofreu danos físicos diretos e o surgimento de doenças causadas pelo excesso de umidade no solo paulista. Já o melão teve sua oferta prejudicada pela combinação de calor intenso e dificuldades no transporte, o que encareceu o custo final para os centros urbanos.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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