Índices de IATF brasileiros são desafios a serem vencidos na área reprodutiva
Participe de qualquer roda de conversa entre pecuaristas ao fim de uma estação de monta e perceberá que o bate-papo caminhará naturalmente para assuntos relacionados ao desempenho em campo em cada uma das fazendas, contendo perguntas sobre os principais acertos, gargalos e desafios enfrentados no período e, sobretudo, os resultados finais alcançados após o uso intensivo de importantes ferramentas reprodutivas, como a IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo).
Segundo o Grupo GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho), a média nacional de prenhez na IATF em gado de corte é de 51,6%, portando se inseminarmos um lote de 100 vacas, somente metade terá êxito na fertilidade. Existem fazendas TOP 1% que conseguem média de 93,6% de prenhes fazendo IATF + ressincronização + repasse de touros, mas são propriedades fora da curva.
Tendo isso como parâmetro, há vários estudos e pesquisas para que esse índice de fertilidade aumente. Recentemente uma empresa americana desenvolveu um nanorobô que pode ajudar na infertilidade. O mecanismo de “ajuda” do espermatozoide, que foi testado em laboratório, se dá de forma externa, ou seja, o nanorrobô é controlado remotamente, por meio de indução magnética.
cientistaS consegueM fazer com que a microscópica estrutura atue de forma coordenada para ajudar na fecundação.
Foto: Divulgação
Nanorobô poderá ser usado na infertilidade
O pesquisador Oliver Schmidt, do Instituto de Estado Sólido e Pesquisa de Materiais de Dresden, na Alemanha, criou uma microscópica estrutura em formato de parafuso, que é controlada por um campo magnético, e que ajuda o espermatozoide a se locomover até o “destino”.
Foto: Divulgação
O congelamento do sêmen pode trazer alterações na qualidade do material. Podem ocorrer danos físicos ou funcionais, diminuição da fertilidade se comparado ao sêmen fresco, Motilidade é mais bem preservada que a integridade acrossomal, lesões de membranas (plasmática e acrossomal), membrana passa do estado líquido a gel (ác. graxos se ordenam paralelamente, formando estrutura rígida), 40-50% dos espermatozóides têm danos mitocondriais (condensação e perda de material).
Esse nanorrobô é chamado de “spermbot” e pode virar uma boa opção para melhorar a fertilidade na pecuária, é sabido que após o congelamento do sêmen temos o seguinte cenário:
Viabilidade do esperma é reduzida em 50%
Capacidade de fertilização é reduzida sete vezes após a
criopreservação
Efeitos adversos sobre os espermatozoides
Redução na taxa de viabilidade
Integridade estrutural
Redução na motilidade
Redução na taxa de concepção
Como se vê no vídeo divulgado pela Sociedade Americana de Química, o spermbot, de apenas 20 micrômetros (milésima parte do milímetro), se junta ao gameta masculino e o encaminha até o óvulo.
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