Grupos do setor agrícola dos EUA pedem fim de tarifas sobre fosfato do Marrocos

A carta foi enviada aos CEOs da Mosaic, Bruce Bodine, e da J.R. Simplot, Garrett Lofto. No documento, as organizações afirmam que o conflito recente tem impulsionado os preços dos insumos agrícolas.

São Paulo, 16 – Um grupo de 64 entidades do setor agrícola dos Estados Unidos, incluindo a Associação Nacional dos Produtores de Milho (NCGA, na sigla em inglês), enviou uma carta aos executivos de duas das maiores produtoras de fertilizantes do país pedindo apoio para a retirada das tarifas aplicadas às importações de fosfato do Marrocos. As entidades citaram os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos do setor.

A carta foi enviada aos CEOs da Mosaic, Bruce Bodine, e da J.R. Simplot, Garrett Lofto. No documento, as organizações afirmam que o conflito recente tem impulsionado os preços dos insumos agrícolas. “O recente conflito no Oriente Médio levou a aumentos nos preços dos fertilizantes nos Estados Unidos, independentemente do impacto real sobre o abastecimento no país”, diz a carta. As entidades pediram medidas para reduzir e estabilizar os preços, incluindo o fim do apoio às tarifas sobre fosfatados impostas em investigações antidumping e de direitos compensatórios.

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As tarifas foram impostas em 2020 pelo Departamento de Comércio, após uma petição apresentada pela Mosaic. Na ocasião, a empresa argumentou que produtores estrangeiros subsidiados estariam inundando o mercado norte-americano com fertilizantes vendidos a preços artificialmente baixos. A iniciativa também contou com apoio da J.R. Simplot.

Após a decisão, pelo menos uma empresa marroquina interrompeu os embarques de fertilizantes fosfatados para os EUA, o que contribuiu para a alta dos preços e restrições de oferta, aumentando os custos enfrentados pelos agricultores – situação que, segundo as entidades, se agravou nas últimas semanas.

Na carta, os grupos afirmam que o atual cenário geopolítico enfraquece o argumento pela manutenção das tarifas. “O conflito, somado aos já elevados custos de insumos nos Estados Unidos, reduz ainda mais a necessidade de que empresas americanas contem com a proteção de direitos compensatórios”, afirma o documento. “Pelo contrário, a segurança agrícola dos Estados Unidos – e, consequentemente, a segurança nacional – exige que os agricultores tenham maior acesso a fertilizantes essenciais.”

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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