Após transformar sua operação no agro com mais de 2 mil tratores comercializados, Grupo Osvaldo Zilli através da Comazi anuncia parceria com a multinacional Shantui e entra de vez no setor de infraestrutura — movimento que acompanha a crescente demanda por produtividade, escala e eficiência no país
O Brasil vive um momento decisivo para sua infraestrutura. A ampliação das fronteiras agrícolas, o avanço da mineração, a necessidade de modernização logística e o ritmo das obras públicas e privadas estão elevando o nível de exigência sobre máquinas e equipamentos. Em um ambiente onde cada hora de operação impacta diretamente o resultado financeiro, empresários buscam soluções que combinem tecnologia, confiabilidade e custo operacional competitivo. Nesse contexto, a Comazi, empresa do Grupo Osvaldo Zilli, acelera expansão no Brasil e traz gigante global da construção para disputar mercado bilionário de máquinas pesadas, a multinacional chinesa Shantui.
Mais do que ampliar portfólio, o anúncio revela uma leitura clara do mercado: o Brasil demanda máquinas mais robustas, suporte técnico eficiente e previsibilidade operacional — três fatores que hoje influenciam diretamente a decisão de compra.
De olho no crescimento do setor de infraestrutura e na escalada dos investimentos em mecanização, a Comazi articula um movimento estratégico que eleva seu patamar competitivo no Brasil. A empresa firmou parceria com a multinacional chinesa Shantui — uma das líderes globais na fabricação de equipamentos para construção pesada — consolidando sua entrada definitiva no mercado da chamada “linha amarela”.

Do agro à infraestrutura: crescimento que preparou o terreno
A expansão não nasce de uma aposta isolada, mas de um histórico recente de forte aceitação do mercado. Desde 2022, a Comazi vem comercializando tratores da marca YTO e já superou a marca de 2.000 unidades entregues em todo o território nacional, desempenho que consolidou a empresa como uma ponte eficiente entre tecnologia internacional e o produtor brasileiro.
O resultado ajuda a explicar o novo passo. O avanço da mecanização no campo elevou o grau de profissionalização do cliente rural — que passou a exigir não apenas máquinas, mas estrutura de atendimento, peças e manutenção rápida.
Na prática, essa mesma lógica se repete agora na infraestrutura.
“O sucesso que alcançamos com a YTO mostrou que o mercado brasileiro busca tecnologia aliada à confiança. Com a Shantui, estamos trazendo essa mesma fórmula para o setor de máquinas pesadas.”
A necessidade que impulsiona o mercado de máquinas pesadas
O setor enfrenta um paradoxo conhecido: embora o país tenha forte demanda por equipamentos, muitos operadores ainda sofrem com gargalos no pós-venda e na reposição de componentes — fatores que podem paralisar obras inteiras.
Foi justamente esse ponto que pesou na escolha da nova parceira.
Segundo Osvaldo Zilli, a Shantui não se limita à montagem de equipamentos — a empresa produz itens críticos como transmissão, estruturas e material rodante, garantindo maior autonomia industrial e segurança na cadeia de peças.

“No transporte e na logística, aprendi que a máquina não pode parar. Escolhi a Shantui porque ela produz seus próprios componentes, o que nos dá uma garantia de peças e pós-venda que o mercado brasileiro tanto clama.”
A declaração toca em uma das maiores dores do setor: previsibilidade operacional.
Shantui: Uma potência industrial passa a olhar com mais força para o Brasil
Os números da fabricante ajudam a dimensionar o peso da parceria. A companhia entrega anualmente:
- 10 mil tratores de esteira, sendo líder global no segmento;
- 10 mil carregadeiras e 10 mil escavadeiras;
- Mais de 150 mil conjuntos de esteiras, inclusive abastecendo concorrentes.
Com a representação oficial, o mercado brasileiro passa a ter acesso a equipamentos reconhecidos pela força, durabilidade e menor custo de operação — características decisivas em projetos de grande escala.
Estratégia clara: vender menos promessa e mais disponibilidade
Se existe um aprendizado consolidado no agro, é que a venda é apenas o início da relação comercial. O crescimento sustentável depende da capacidade de manter a máquina trabalhando.
Por isso, a Comazi estruturou sua operação para competir em um dos pontos mais sensíveis do setor: o suporte técnico.
A matriz em Aparecida de Goiânia já conta com oficina completa, assistência técnica 24 horas e estoque regulador de peças originais, apoiados pela expertise logística do Grupo Transzilli.
O objetivo é direto — reduzir o tempo de máquina parada, um dos custos invisíveis mais relevantes para empresas de construção, terraplenagem e mineração.

Portfólio ampliado e foco em eficiência financeira
A nova frente deve entregar ao mercado:
- soluções completas para obras e infraestrutura;
- equipamentos modernos com eficiência energética;
- facilidade de manutenção;
- estrutura de pós-venda já validada em milhares de máquinas agrícolas.
Na prática, o movimento conversa com um cliente cada vez mais analítico — que avalia o ciclo completo do equipamento, não apenas o preço de aquisição.
Expansão em etapas revela estratégia de longo prazo
Embora o projeto seja ambicioso, a empresa optou por uma execução gradual.
- Primeira fase: Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Rondônia e Espírito Santo.
- Etapa seguinte: Minas Gerais e Bahia.
- Consolidação: Amazonas, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Acre, Amapá, Rio Grande do Norte, Paraíba e Roraima.
A priorização do Centro-Oeste e de corredores logísticos reforça a intenção de atuar onde a demanda por máquinas de alto desempenho já é consistente.
Mais do que expansão — um reposicionamento da Comazi
Ao conectar sua expertise regional à escala de uma fabricante global, a Comazi sinaliza um movimento que vai além da diversificação: trata-se de um reposicionamento competitivo.
O próprio Zilli resumiu a visão ao destacar que o investimento acompanha uma crença no potencial produtivo brasileiro.
“Este passo com a Shantui é o reflexo da nossa confiança no Brasil. Estamos investindo não apenas em equipamentos, mas na infraestrutura e no agronegócio que movem nossa nação.”

O que esperar a partir de 2026
Entre os principais impactos projetados estão:
- redução do custo operacional, com tecnologia global e valores competitivos;
- maior versatilidade de frota, incluindo motoniveladoras, rolos compactadores e escavadeiras;
- presença nacional, alcançando desde pequenos produtores até grandes concessionárias.
Uma leitura de mercado que pode antecipar tendências
O anúncio ocorre em um momento em que diferentes setores da economia convergem para a mesma necessidade: produtividade com controle de custos.
Empresas capazes de unir tecnologia, logística e suporte tendem a ocupar protagonismo na próxima década — especialmente em um país que ainda possui amplo espaço para expansão estrutural.
Se o desempenho recente servir como indicativo, a entrada na linha amarela pode colocar a Comazi em uma nova prateleira competitiva — e transformar a empresa em um dos nomes mais observados do mercado de máquinas pesadas no Brasil.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.