Governo abre 700 bolsas para jovens da pesca artesanal em todo o Brasil

Governo Federal e CNPq anunciam 700 bolsas para jovens da pesca artesanal. Saiba quem pode participar, valores e prazos da chamada pública 2026.

O fortalecimento das comunidades tradicionais brasileiras ganha um novo capítulo com o anúncio de um aporte milionário para a educação científica. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em ação conjunta com o CNPq, oficializou nesta semana a abertura de mais de 700 bolsas para jovens da pesca artesanal, vinculadas ao Programa Jovem Cientista.

A iniciativa visa não apenas o fomento acadêmico, mas a fixação do jovem em seu território de origem através da pesquisa.

Ciência e tradição: o objetivo das bolsas para jovens da pesca artesanal

Com um investimento total de R$ 2,5 milhões, a chamada pública busca transformar a realidade de estudantes do ensino médio que possuem raízes na atividade pesqueira. O foco são filhos, netos ou dependentes de profissionais que detenham o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo. O valor do benefício será de R$ 300 mensais, com duração de um ano, iniciando em maio de 2026.

Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a medida é fruto de um diálogo direto com as comunidades. O objetivo central é combater a evasão escolar e permitir que o conhecimento empírico dos pescadores seja validado e ampliado pelo método científico. “É uma parceria que busca reduzir a evasão escolar e contribuir para a melhoria da educação no Brasil”, afirmou o titular da pasta.

Critérios e inscrição para as bolsas para jovens da pesca artesanal

A operacionalização do programa não ocorre de forma individual pelo aluno, mas via instituições de ensino. Universidades (IES) e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) devem submeter propostas ao CNPq entre os dias 10 de fevereiro e 17 de março de 2026. Para serem elegíveis, as instituições precisam:

  • Possuir cadastro ativo no Diretório de Instituições do CNPq;
  • Comprovar experiência prévia em projetos voltados à pesca artesanal;
  • Indicar escolas parceiras em territórios pesqueiros ou áreas ribeirinhas.

Para o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, essa política pública é um marco na integração entre o saber acadêmico e as populações tradicionais. O programa priorizará escolas localizadas em áreas costeiras e comunidades ribeirinhas, onde o acesso à pesquisa científica costuma ser mais escasso.

Impacto na pesca artesanal brasileira

O programa Jovem Cientista é um dos pilares do 1º Plano Nacional da Pesca Artesanal. De acordo com Cristiano Ramalho, secretário Nacional da Pesca Artesanal, a expansão do projeto para nível nacional — antes restrito a alguns estados — consolida uma política de Estado voltada à sucessão geracional no setor.

VEJA MAIS:

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM