Nova indústria de bebidas no Paraná, do Grupo RFK, terá capacidade para produzir até 1,2 bilhão de litros por ano, ampliando a industrialização, a demanda por matérias-primas e o desenvolvimento econômico da região Sul.
O Paraná acaba de receber mais um importante sinal de confiança da indústria nacional. O Grupo RFK, fabricante de bebidas e responsável por marcas como Refriko, Furioso, Bamboa, Moema, Bella Roma e Hidratar, anunciou um investimento de R$ 300 milhões na construção de uma nova indústria de bebidas em São José dos Pinhais (PR), reforçando o movimento de expansão industrial no estado e contribuindo para a geração de empregos e renda.
A nova unidade faz parte da estratégia de crescimento da companhia, que projeta alcançar R$ 2 bilhões em faturamento até 2030. O empreendimento também representa uma oportunidade para fortalecer cadeias produtivas ligadas ao agronegócio, especialmente fornecedores de insumos, embalagens, logística e matérias-primas utilizadas na fabricação de bebidas.
Fábrica terá tecnologia avançada e inteligência artificial
Projetada para operar com alto nível de automação, a nova planta contará com sistemas de inteligência artificial aplicados à gestão produtiva, além de tecnologias voltadas à eficiência operacional e energética.
Segundo a empresa, a estrutura foi desenhada para dobrar a capacidade das linhas de produção em latas e ampliar em até 70% o desempenho das linhas PET. A operação será desenvolvida em parceria com a multinacional alemã Krones, referência mundial em tecnologia para a indústria de bebidas.
Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 1,2 bilhão de litros de bebidas por ano, atendendo principalmente os mercados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Projeto fortalece economia regional
A nova fábrica ocupará uma área de aproximadamente 300 mil metros quadrados e deverá ampliar significativamente a capacidade produtiva do grupo.
Além do impacto direto na indústria, o investimento tende a movimentar diversos setores da economia regional, incluindo transporte, armazenagem, serviços especializados, manutenção industrial e fornecimento de matérias-primas.
A expectativa da companhia é alcançar índices de produtividade próximos de 90%, aumentando a competitividade da operação e consolidando sua presença em mercados estratégicos do Sul e Sudeste.
Crescimento acompanha avanço do mercado de bebidas
O Grupo RFK também aposta no crescimento de segmentos que seguem em expansão no Brasil, como energéticos, águas, bebidas sem açúcar e cervejas.
Para o CEO da companhia, Marcio Mendes, o diferencial está na diversificação do portfólio.
“O grande diferencial da RFK é ser uma plataforma multibebidas. Isso significa que conseguimos atender o varejo com um portfólio completo, gerando mais resultado por metro linear e fortalecendo a parceria com nossos clientes”, afirmou o executivo.
Em 2025, a empresa registrou faturamento próximo de R$ 558 milhões e projeta alcançar cerca de R$ 700 milhões em 2026, impulsionada pela expansão de suas operações e pelo fortalecimento das categorias de maior crescimento no mercado.
Sustentabilidade faz parte do projeto na indústria de bebidas do Grupo RFK
Outro destaque da nova unidade é o foco em sustentabilidade. O projeto prevê sistemas de reaproveitamento energético e captura de CO₂ gerado durante o processo industrial.
De acordo com a companhia, as soluções foram desenvolvidas para reduzir o consumo de energia, aumentar a eficiência operacional e diminuir os impactos ambientais da produção.
Paraná segue atraindo grandes investimentos
O anúncio reforça o protagonismo do Paraná como um dos principais polos industriais do país. Com localização estratégica, infraestrutura logística consolidada e forte integração com o agronegócio, o estado continua atraindo projetos bilionários em diferentes segmentos da economia.
A expansão do Grupo RFK se soma a uma série de investimentos recentes na região, fortalecendo a industrialização, ampliando a geração de empregos e criando novas oportunidades para fornecedores, produtores rurais e empresas ligadas às cadeias produtivas do Sul do Brasil.
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