Frigorífico tem 100 toneladas de peixe apreendidas após surto de ‘doença da urina preta’

Ipaam multa frigorífico em R$ 2 milhões e apreende 100 toneladas de pescado ilegal no AM. Ação ocorre sob alerta da doença de Haff. Confira os detalhes.

A fiscalização ambiental no Amazonas subiu de tom nesta segunda-feira (02). O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) anunciou que formalizará uma denúncia junto ao Ministério Público do Estado (MPAM) contra um frigorífico em Manacapuru, após flagrar uma série de irregularidades que colocam em xeque a segurança alimentar da região.

Resistência e Reincidência

Diferente de uma vistoria de rotina, a ação no bairro Terra Preta foi marcada pela tensão. Os responsáveis pelo estabelecimento não apenas tentaram impedir o trabalho dos fiscais, como também foram flagrados desrespeitando um embargo administrativo que já deveria estar em vigor.

As consequências financeiras e administrativas foram pesadas:

  • Multas acumuladas: R$ 2.010.500.
  • Carga bloqueada: 100 toneladas de peixes diversos.
  • Valor de mercado: O estoque retido é avaliado em R$ 1,5 milhão.

O Fator de Risco: Doença de Haff

O que torna o caso ainda mais grave é o cenário de saúde pública atual. O estado monitora o avanço da doença de Haff — popularmente chamada de “doença da urina preta”. Como a patologia está associada a toxinas presentes em peixes mal conservados ou sem procedência, a existência de 100 toneladas de pescado sem licença ambiental representa um perigo direto à população.

“Ignorar as leis ambientais é, neste momento, ignorar a vida humana. Não permitiremos que produtos de origem duvidosa cheguem às mesas amazonenses”, declarou Gustavo Picanço, chefe do Ipaam.

Próximos Passos e Rigor na Fiscalização

O pescado permanece lacrado no local, sem qualquer permissão para venda. O montante das multas será revertido para o Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), visando o fortalecimento de novas operações de vigilância.

A recomendação técnica para o consumidor é clara: nunca adquira pescados sem nota fiscal ou em locais que não exibam o licenciamento ambiental e sanitário atualizado. O Ipaam confirmou que as blitze serão intensificadas por todo o estado para coibir a comercialização ilegal.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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