A Coalização irá acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro, além de trabalhar pela consolidação do Brasil como protagonista global em transição energética.
Foi lançada nesta quarta-feira (04/02), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Coalizão pelos Biocombustíveis, iniciativa que reúne lideranças políticas, entidades representativas e instituições ligadas aos setores energético e agroindustrial, com o objetivo de fortalecer a agenda de transição energética, acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e consolidar o Brasil como protagonista global na produção de energia renovável.
A solenidade marcou a criação de um novo espaço de articulação institucional voltado ao desenvolvimento de políticas públicas que ampliem o uso de combustíveis renováveis na matriz energética nacional, promovendo sustentabilidade, segurança energética, geração de empregos e crescimento econômico.
“Os biocombustíveis são parte da solução para o Brasil e para o mundo. Temos capacidade instalada, tecnologia, produção sustentável e uma cadeia que gera emprego, renda e reduz emissões. A Coalizão tem suma importância como instrumento estratégico para o futuro do país porque ela nasce para dar unidade e força a esse debate, com responsabilidade e visão de longo prazo”, afirmou Jerônimo Goergen, Presidente da APROBIO, presente no evento.
A Coalizão é formada inicialmente por quatro frentes parlamentares: Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), Frente Parlamentar do Etanol (FPEtanol) e Frente Parlamentar Mista da Economia Verde, o que amplia o protagonismo do Congresso Nacional na construção de políticas para o setor.
Durante o lançamento, o deputado federal Arnaldo Jardim, presidente da Comissão de Transição Energética da CD, assumiu oficialmente a coordenação-geral da Coalizão Coordenador-geral. O Conselho Deliberativo será formado pelos deputados Alceu Moreira, presidente da FPBio, Zé Vitor, presidente da FPEtanol, e Pedro Lupion, presidente da FPA.
Transição energética com biocombustíveis como política de Estado
A Coalizão nasce com o propósito de fortalecer o reconhecimento dos biocombustíveis como uma política de Estado, integrando energia, indústria, agropecuária e meio ambiente. Entre os pontos defendidos estão o estímulo à produção nacional, a valorização da economia circular, o uso de resíduos na geração de energia limpa e a adoção de critérios técnicos como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que mede o impacto ambiental completo dos combustíveis.
A iniciativa também defende o planejamento estruturado da substituição gradual dos combustíveis fósseis, com metas claras e mecanismos de financiamento, incluindo a criação de um Fundo Nacional para a Transição Energética.
Setor destaca impactos econômicos e sociais
Além do impacto ambiental, os participantes reforçaram os ganhos sociais e econômicos promovidos pelos biocombustíveis. O biodiesel, por exemplo, contribui diretamente para a geração de empregos, redução de importações e fortalecimento da agricultura familiar.
“O Brasil pode liderar a economia de baixo carbono. Temos uma das matrizes mais limpas do planeta e condições reais de avançar com protagonismo global. Biocombustível não é discurso: é produção, tecnologia e oportunidade concreta para o país”, reforçou Jerônimo Goergen.
A Coalizão pretende atuar junto ao Executivo e ao Legislativo na formulação de propostas, metas e instrumentos que acelerem a transição energética brasileira, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade internacional.
Fonte: Aprobio
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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