Este cavalo quebrou todos os recordes de idade — veja os cavalos mais velhos da história

Eles desafiaram o tempo: conheça os cavalos mais velhos do mundo! Conheça os registros e idades desses animais que superaram os limites da expectativa de vida e se tornaram símbolos de resistência e superação.

Ao longo dos séculos, a relação entre humanos e cavalos foi marcada por trabalho, esporte, afeto e até pela superação dos próprios limites da natureza. A expectativa de vida de um cavalo domesticado gira, em média, entre 25 e 30 anos — com casos de pôneis vivendo um pouco mais. No entanto, alguns desses animais extraordinários não apenas ultrapassaram essa marca, mas também entraram para a história como verdadeiros símbolos de longevidade, resistência e companheirismo. Eles desafiaram o tempo: conheça os cavalos mais velhos do mundo!

Para quem acha que um cavalo com 25 anos já é idoso, a lista a seguir mostra que há casos que desafiaram as probabilidades. Conheça agora os cavalos e pôneis mais velhos de que se tem registro e as histórias impressionantes por trás de cada um deles.

Antes de mergulharmos nas histórias desses animais incríveis, vale entender o cenário geral. Em condições adequadas de cuidado, alimentação e ambiente, um cavalo costuma viver entre 25 e 30 anos. Alguns fatores podem contribuir para que vivam mais:

  • Raça e genética (algumas raças têm predisposição à longevidade)
  • Qualidade de vida e ambiente
  • Dieta equilibrada
  • Ausência de esforço físico excessivo ou doenças crônicas

Apesar desses fatores, cavalos passando dos 40 anos são considerados raríssimos. Por isso, quando surgem casos de cavalos que atingiram ou passaram dos 50 anos de vida, chamam atenção do mundo todo.

Cavalos mais velhos do mundo

Old Billy – 62 anos

O título de cavalo mais velho do mundo pertence a um verdadeiro ícone da história: Old Billy. Nascido em 1760, em Woolston, Lancashire (Inglaterra), Billy viveu até 27 de novembro de 1822, atingindo incríveis 62 anos de vida.

Durante quase seis décadas, ele trabalhou puxando barcos ao longo do Rio Mersey, desempenhando um papel essencial no transporte local. Era conhecido tanto por sua resistência quanto por seu temperamento forte quando estava com fome.

Exposição em vitrine de vidro da cabeça do Velho Billy, o cavalo que viveu mais tempo no mundo. Foto: Divulgação

Billy foi aposentado em 1819 e, após sua morte, tornou-se uma figura histórica. Sua cabeça empalhada está exposta no Museu e Galeria de Arte de Warrington, preservando a memória desse cavalo que, na época, foi até homenageado durante as celebrações da coroação do Rei George IV.

Roana – 46 anos e cheia de energia

Entre os cavalos ainda vivos, o destaque vai para Roana, que celebrou recentemente seus 46 anos, sendo considerada a égua mais velha do Reino Unido. A comemoração foi marcada por um bolo especial preparado com purê de linhaça, pellets de grama e cenoura ralada, compartilhado com seus companheiros de estábulo, Tinkerbell e Barnaby, no Condado de Down, Irlanda do Norte.

Roana Foro: Divulgação

Roana pertence à britânica Cerys Brown, que conheceu a égua ainda na infância. Apesar de não ser muito amigável no início, Roana foi conquistada pelas guloseimas escondidas nos bolsos da menina. Ao longo dos anos, participou de eventos de salto na década de 1990 e segue acompanhando sua dona até hoje.

Segundo Cerys, o segredo da longevidade de Roana está em uma combinação de alimentação balanceada, exercícios moderados e boa genética. A pesquisa realizada pelos especialistas da Harry Hall confirmou que Roana ultrapassou, com folga, a expectativa de vida de um cavalo comum.

Ochid – 49 anos

A égua Orchid teve uma trajetória marcada pela superação. Com aproximadamente 49 ou 50 anos, Orchid faleceu em 2015 após um episódio de cólica. Ela foi resgatada em estado de negligência pelo Remus Memorial Horse Sanctuary, onde passou seu último ano sendo cuidada com carinho e atenção.

Foto: Divulgação

Mesmo quase cega e debilitada, Orchid mantinha comportamentos típicos de um cavalo jovem, como galopar e empinar. Segundo seus cuidadores, adorava comer repolho e viveu seus últimos dias em paz, longe dos abusos que sofreu na juventude.

Magic – 46 anos

Em 2015, a égua Magic celebrou seu 46º aniversário no rancho de seus donos, Bob e Mary Manns, em Fallbrook, Califórnia. Filha de linhagem Árabe Polonesa, raça conhecida por sua longevidade, Magic impressionava por sua saúde e disposição, sendo usada até aquele ano em aulas de equitação para iniciantes.

Bob e Mary Manns com a égua Magic em Manns Magic Ranch: ivulgação

De propriedade de Bob Manns, Magic deu à luz sete potros ao longo da vida. Os cavalos da raça árabe são conhecidos por sua longevidade, mas Magic superou todas as expectativas — inclusive as da própria mãe, que viveu até os 44 anos. Um mês antes de falecer, Magic ainda passeava por trilhas, saudável e ativa.

Scribbles – 50 anos

O pônei Scribbles, de raça indefinida, nasceu em 1958, em Cornwall, Inglaterra, e viveu por 50 anos. Trabalhou durante décadas como pônei de montaria na Strawberry Gardens Riding School, aposentando-se em 2002 após ensinar inúmeras crianças a montar.

Foto: BBC

A longevidade de Scribbles foi atribuída a uma dieta balanceada, que incluía uma mistura especial de alimentos e óleo de fígado de bacalhau. Há registros públicos de Scribbles até 2009, quando seu dono tentou registrá-lo no Guinness Book, embora não tenha obtido registro no Guinness.

Badger – 51 anos

Badger é, até hoje, o cavalo oficialmente listado pelo Guinness como o cavalo mais velho do mundo. Ele viveu até os 51 anos, falecendo em 2004 em 2004, após uma vida dedicada ao esporte e ao carinho dos cuidadores em Pembrokeshire, onde viveu por mais de 20 anos.. Badger teve uma vida difícil: foi resgatado em condições precárias por Julianne Aston, fundadora da Veteran Horse Society, quando já estava à beira da morte.

Foto: Divulgação

Sua recuperação surpreendeu veterinários e cuidadores, que destacaram sua resistência. Nascido em 1953, Badger tinha ascendência Árabe-Galesa e trabalhou durante muitos anos antes de ser abandonado.

Shayne – 51 anos

O majestoso Shayne, um cavalo castrado da raça Irish Draught, foi mais um residente ilustre do Remus Horse Sanctuary, em Essex. De temperamento brincalhão e uma alimentação farta — incluindo polpa de beterraba, palha, cubos de alfafa e guloseimas de repolho — Shayne alcançou os 51 anos.

Foto: Divulgação

Sua longevidade foi atribuída ao baixo esforço físico ao longo da vida e ao ambiente tranquilo em que viveu. Em 2012, chegou a ser cotado para entrar no Guinness Book, mas o título ficou oficialmente com Badger. Em 2013, após uma queda da qual não conseguiu se recuperar, Shayne foi sacrificado, deixando um vazio entre os cuidadores.

Sugar Puff – 56 anos

Sugar Puff foi um cruzamento das raças Shetland e Exmoor, viveu até os 56 anos e foi reconhecido pelo Guinness Book of World Records como o pônei mais velho já registrado. Nascido no Reino Unido, ele passou a vida ensinando crianças a montar e participando de atividades como gincanas e rallies do Pony Club.

Foto: Divulgação

Morreu em 2007, após enfrentar problemas de saúde relacionados à idade. Sua dona, Sally Botting, sempre destacou que ele mantinha vitalidade e alegria até os últimos dias, sendo muito usado para ensinar crianças a montar e participando de eventos escolares e de gincana. Sally Botting ainda disse que ele tinha apenas “um pouco de cinza ao redor do focinho” quando partiu — um sinal da vitalidade que manteve até o fim.

Pinta, a égua crioula de 43 anos

No Brasil, a égua crioula Pinta também foi exemplo de resistência. Ela viveu até os 43 anos em Linha Imperial, Nova Petrópolis (RS), falecendo de causas naturais em fevereiro de 2025.

Foto: Divulgação

Sem registro oficial, acredita-se que tenha nascido em Gramado e sua idade equivaleria a 111 anos humanos. Pinta era cuidada pela aposentada Clarice Schmokel e considerada a égua mais velha do estado e, possivelmente, do país.

Não há um fator isolado que explique tamanha longevidade, mas os casos têm algo em comum: ambiente seguro, alimentação balanceada, cuidados constantes e, principalmente, uma vida sem excessos de esforço físico. Além disso, algumas raças, como o Árabe, possuem predisposição genética à longevidade.

Esses cavalos não apenas desafiaram as estatísticas; eles se tornaram lendas vivas (ou pós-vidas), provando que, com amor, cuidado e sorte, até mesmo um cavalo pode atravessar o tempo e fazer história.

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