Corte de PIS/Cofins no diesel pode frear alta dos combustíveis, diz CNA

Medida visa reduzir custos de produção no campo e evitar o repasse da volatilidade internacional para o preço dos alimentos; corte de PIS/Cofins no diesel atende a pleito da entidade junto ao Ministério da Fazenda.

A economia brasileira ganha um fôlego estratégico com a recente movimentação tributária sobre os derivados de petróleo. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o corte de PIS/Cofins no diesel anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (12) é uma medida essencial para amortecer o impacto da valorização internacional das commodities energéticas sobre o consumidor final.

Para a entidade, a isenção dessas alíquotas federais atua como uma barreira contra a escalada inflacionária, permitindo que a cadeia produtiva absorva melhor os custos logísticos sem repassá-los integralmente ao preço dos alimentos.

Como o corte de PIS/Cofins no diesel beneficia o produtor rural?

A desoneração ocorre em um momento de pressão no mercado externo. Na última terça-feira (10), a CNA já havia formalizado o pleito ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a redução imediata dos tributos. A preocupação central era a instabilidade no Oriente Médio, que tem impulsionado o barril de petróleo e encarecido o frete global.

Com o corte de PIS/Cofins no diesel, o setor agropecuário ganha previsibilidade. A medida é considerada um “escudo” para manter a competitividade do Brasil, especialmente diante de um cenário de custos operacionais elevados no transporte de safras e no uso de maquinário pesado.

Safra e entressafra: o timing da medida tributária

A oportunidade da decisão governamental é um dos pontos destacados pelos especialistas da CNA. O agronegócio nacional encontra-se em uma fase logística intensa:

  • Colheita da primeira safra: Momento de escoamento da produção de verão.
  • Plantio da segunda safra: Período de alta demanda por insumos e combustível para as máquinas.

A CNA reforça que, neste estágio, qualquer variação no preço do combustível reflete diretamente nas margens de lucro do produtor e no valor da cesta básica. Portanto, a retirada dos impostos federais ajuda a estabilizar as despesas de produção no campo.

O peso dos tributos na bomba

Para dimensionar o impacto da desoneração, dados técnicos indicam que o PIS/Pasep e a Cofins compõem cerca de 10,5% do preço final do diesel nas refinarias. A retirada dessa carga tributária oferece um alívio imediato no fluxo de caixa de transportadoras e produtores independentes.

Dessa forma, a estratégia de zerar as alíquotas não apenas mitiga a alta dos combustíveis, mas funciona como uma política pública de segurança alimentar ao prevenir que o custo da energia se transforme em inflação de alimentos para a população brasileira.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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