
Após três anos dos experimentos, o grupo concluiu que o consumo do queijo contendo a bactéria probiótica tinha efeitos positivos nos animais
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu um queijo minas frescal modificado, o qual foi capaz de atuar como agente terapêutico no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, como a colite ulcerativa. A bióloga Bárbara Fernandes Cordeiro conduziu o estudo como parte de seu doutoramento, informa a instituição. Produzido junto ao Programa de Pós-graduação em Inovação Tecnológica (PPGIT) da UFMG, o queijo conta com a presença da bactéria probiótica L. lactis NCDO 2118 em sua composição. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, demonstra alta capacidade de combater a colite ulcerativa e, por isso, foi selecionada para a pesquisa.
De acordo com Cordeiro, nos testes, o queijo probiótico era oferecido aos camundongos infectados com a doença durante episódios de crise; a situação simulava a busca pelo alimento por portadores humanos dessa condição. “A ideia é que ele [o paciente] consuma o queijo, a fim de diminuir as dores ocasionadas pela inflamação ou até mesmo encurtar o tempo dos sintomas”, explica a pesquisadora, de acordo com o publicado pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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Após três anos dos experimentos, o grupo concluiu que o consumo do queijo contendo a bactéria probiótica tinha efeitos positivos nos animais. Os indivíduos “apresentaram melhora significativa em todos os parâmetros da doença, por vezes se assemelhando, em alguns indicadores, aos padrões de um animal não doente”.
O projeto surgiu como uma continuidade do estudo realizado durante o mestrado de Cordeiro, em que se visava desenvolver bebidas lácteas com bactérias para o tratamento de doenças intestinais: “O modelo animal era outro, o produto era outro, as bactérias eram outras, mas a gente tinha um portfólio de produtos funcionais, com bebida probiótica que já funcionava, artigos científicos publicados e duas patentes”.