Um cavalo com motor, coração e aceleração decisiva. Filho da criação própria (homebred) e com 5 anos de idade, Calandagan é um típico exemplo do que há de mais moderno no turfe europeu: resistência, velocidade progressiva e capacidade de explosão nos metros finais.
O puro-sangue Calandagan, considerado atualmente o “melhor cavalo de corrida do mundo”, ampliou ainda mais seu impressionante currículo ao vencer o Dubai Sheema Classic (G1), uma das provas mais prestigiadas do turfe internacional, com bolsa de US$ 6 milhões. Apresentando o que todos buscam em cavalo moderno no turfe europeu: resistência, velocidade progressiva e capacidade de explosão nos metros finais.
A vitória consolida o animal como uma das maiores forças do turfe global na atualidade, especialmente após já ter feito história ao vencer a Japan Cup, tornando-se o primeiro cavalo treinado fora do Japão a conquistar a prova em duas décadas.
Um cavalo com motor, coração e aceleração decisiva
Filho da criação própria (homebred) e com 5 anos de idade, Calandagan é um típico exemplo do que há de mais moderno no turfe europeu: resistência, velocidade progressiva e capacidade de explosão nos metros finais.
Durante a prova em Dubai, disputada no hipódromo de Meydan, o cenário parecia desfavorável. O adversário West Wind Blows abriu mais de 10 corpos de vantagem, imprimindo um ritmo forte que indicava uma possível fuga decisiva.
Ainda assim, o jóquei Mickael Barzalona manteve a estratégia fria e calculada:
- Avanço gradual na última curva
- Desvantagem de cerca de 4 corpos nos 400 metros finais
- Aceleração progressiva apenas no momento certo
Quando acionado, Calandagan respondeu de forma impressionante: em poucos galopes, transformou a disputa em uma vitória controlada, cruzando o disco com 3/4 de corpo de vantagem, demonstrando clara superioridade técnica.
Esse tipo de arrancada final é típico de cavalos de elite mundial, com grande capacidade aeróbica e musculatura voltada para aceleração tardia.
Características que fazem Calandagan ser diferente
Segundo sua equipe, o cavalo possui atributos raros no turfe:
- Passada ampla e eficiente, que permite ganhar terreno rapidamente
- “Motor” forte (capacidade física e cardiovascular acima da média)
- Mentalidade competitiva, com forte instinto de vitória
- Explosão nos metros finais, característica decisiva em provas de fundo
Nos bastidores, a equipe destaca que o cavalo “coloca tudo de si nos últimos metros”, evidenciando não apenas preparo físico, mas também temperamento competitivo de alto nível.
Sequência impressionante e domínio internacional
Treinado por Francis-Henri Graffard e pertencente à estrutura do Aga Khan Studs, Calandagan vive uma fase dominante:
- 5 vitórias consecutivas em provas de Grupo 1
- Conquistas em diferentes países
- Capacidade comprovada de adaptação a diferentes pistas e estilos de corrida
Essa consistência em alto nível é um dos principais fatores que o colocam como referência global no turfe atual.
Uma corrida tática e de alta pressão
A prova em Dubai não foi apenas uma demonstração de força, mas também de inteligência tática.
O treinador Graffard destacou que corridas com cavalos desse nível envolvem enorme pressão, já que qualquer resultado abaixo da vitória é considerado frustrante.
O próprio jóquei Barzalona reforçou que o segredo foi confiar no cavalo:
- Conhecimento do estilo de corrida
- Paciência em não antecipar o ataque
- Leitura correta dos adversários
Além disso, ele apontou que esperava maior ameaça de outros competidores, como Giavellotto e Ethical Diamond, mas acabou enfrentando maior resistência de West Wind Blows.

Resultado oficial do Dubai Sheema Classic
1º – Calandagan (IRE)
Jóquei: Mickael Barzalona
Treinador: Francis-Henri Graffard
2º – West Wind Blows (IRE) – 0,77 corpo
3º – Giavellotto (IRE) – 4,35 corpos
4º – Royal Power (FR)
5º – Ethical Diamond (IRE)
6º – By The Book (IRE)
O que vem pela frente
Após essa sequência intensa de competições internacionais, a equipe já sinalizou que o cavalo pode passar por um período de descanso antes de definir os próximos passos.
Entre os possíveis caminhos:
- Temporada europeia no meio do ano
- Retorno ao Japão no fim da temporada
- Participação em outras provas de elite mundial
Calandagan: Um nome difícil de ser batido
Com desempenho consistente, força física, inteligência de corrida e histórico recente impecável, Calandagan entra definitivamente na elite dos grandes nomes do turfe mundial contemporâneo.
E, ao que tudo indica, tirar esse título de “melhor cavalo do mundo” não será tarefa fácil para os adversários ao longo da temporada.
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